terça-feira, 13 de novembro de 2012

Reflexão: A presença de Deus!







Êxodo 33:18 “ Rogo-te que me mostres a tua Glória "


“Clamou Moisés a Presença do Senhor Deus: Se a tua Presença não for comigo não me faça subir deste lugar” (v.15).



A presença de Deus é muito importante na nossa caminhada diária, fico triste quando percebo que algumas pessoas associam a presença de Deus aos cultos apenas; o que seria de nós se isso fosse verdade? Mas talvez isso explique muito bem a maneira que alguns crentes vivem... Supostamente triunfam no culto domingo, ao som de: Recebaaaaaaaaaaaaa. - Brada o pregador. Mas na segunda vivem como se estivessem longe da presença de Deus, essas pessoas deveriam entender que a presença de Deus está em todos os lugares. Isso é onipresença! Na igreja dizem que a presença de Deus é marcada pelo sobrenatural e  por nos dar (nem que por alguns instantes) um gostinho do seu poderio, mas isso não é o principal, quando percebo que vivo na presença de Deus e não apenas no domingo; percebo que ela me traz  paz, uma doce paz nesse mundo de caos. Aliás, quando percebo a presença de Deus ao meu redor, o caos vira ordem. O medo do amanhã desaparece e meu coração se enche de esperança. O chão se torna firme como uma rocha!


Moisés entendeu que anjo algum poderia substituir a presença de Deus (pobres crentes anjólatras...). Davi clamou por misericórdia e desprezou suas posses, seus cavalos, seu poderio... pediu apenas que Deus não retirasse a Sua presença.

Por tudo isso, entendo que o maior desafio para o homem de hoje é perceber a presença de Deus em lugares improváveis. Digo "desafio" pois a maioria dos colegas pregadores insiste em me dizer o seguinte:





1. A presença de Deus depende de LUGAR 

"Irmãos, estou sentindo algo diferente AQUI nesse púlpito!"


"Jerusalém ou Gerizim?", perguntou a samaritana. 

A ideia de que há um lugar mais santificado em detrimento de outros é antiga. Talvez o púlpito mais elevado não seja apenas para que todos possam ver os ministros, mas para que os vejamos de baixo para cima.

Acostumamo-nos a cantar "Quando aqui cheguei o meu Senhor já estava" por conta dessa ideia de lugar santo. Pedimos para Jesus: "Óh, vem... e toma o Teu lugar" talvez porque se tenha a sensação de que a presença de Deus é algo distante. Que chega. Que aparece. Que se invoca.

Ele já está presente entenda!

2. A presença de Deus depende da minha VONTADE 

"Vou contar até três e você vai sentir algo diferente aí..."."Despede-nos na Tua paz, Senhor". 

"Irmãos, Jesus acabou de entrar por aquela porta!" - Além de chegar atrasado, ainda nos faz de idiotas por todo esse tempo que estamos cantando (rs).

Recentemente, conversava com um jovem pregador, que me dizia como era difícil fazer o "fogo cair".  Muitos pregadores atuais, sustentam essa ideia em seus "Shows", e a quem diga: - Fulano é pregador para festas! Quanta loucura, as vezes vejo algumas cenas que parecem mais ginastica laboral do que pregação; levante a mão, levante o pé, fale isso, faça isso, só recebe se fizer... Deus tenha compaixão! Realmente alguns jovens pregadores estão carregando uma carga muito pesada em  "fazer o fogo cair", até mesmo por que o espirito Santo está entre nos, ele vai descer de novo? Deveríamos apenas pregar a palavra! Convencer pecadores é uma ação do Espirito Santo, não nossa! Quando as pessoas entenderem isso a carga pesada vai sumir.

E o pior é que, aquilo que a princípio parece apenas um erro coloquial é na verdade um péssimo sintoma da superficialidade. Acredita-se que tal pregador ou pastor "faz a igreja pegar fogo". 




3. A presença de Deus depende da minha SANTIDADE 

"Ouvi dizer que esse pastor passa dias em jejum antes de ministrar. Por isso que quando Ele prega Deus se faz presente."

Alguém  me disse esses dias que "só quem não entende a graça é que a usa como desculpa para pecar". Posso acrescentar que aqueles que "não pecam" também não entenderam. Acreditar que a presença de Deus "chegou" porque busquei-o a madrugada inteira é pura mediocridade. O filho pródigo já nos deu o recado: não é pelo que eu fiz, nem pelo que deixei de fazer, Ele me ama porque sua essência é amor.

Ele está pela sua graça , não pelos meus méritos.




4. A presença de Deus depende de meus TALENTOS 

"Senhor, mas em Teu nome expulsei demônios, cantei no coral, toquei na orquestra, preguei no congresso... Como Você pode não lembrar de mim?"

Alguns firmam-se tão fortemente em seus dons e talentos que não temem mais o pecado. "Eu não tenho medo de capeta nenhum...". Dessa forma, tornam-se vulneráveis a qualquer tipo de lascívia ou à sedução do poder, prestígio, status. Precisamos entender que os talentos são ferramentas nos dadas como verdadeiros presentes, a fim de que estes edifiquem a igreja. Passaporte pro Céu é sangue carmesim!


É preciso entender ...

Deus está aqui nesse exato momento. Me inspirando, me ouvindo, me dizendo, me olhando. Agora riu comigo. De emoção, verti uma lágrima... Parece que Ele riu de novo. Pelo menos por agora não me importa se Ele vai preparar um novo emprego, um novo cargo, uma nova história... Quando simplesmente entendo que Ele está, tudo fica mais fácil.

Não é uma questão de esforço, é fé. Pura e simples. E se preciso de apenas um grãozinho de mostarda, tenho plena convicção de que o tenho. Não quero anjo, não quero chave, não quero folhinha pegando fogo... quero paz! Aquela que excede todo o entendimento e me traz, como uma brisa suave, a convicção de que Ele está, independente de mim.

Ele está sempre presente e graças a Deus por isso!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Evangelho no estilo brasileiro de ser





Quando era pequeno adorava ler e lia de tudo realmente. Um dos personagens que mais me chamava atenção nas historias em quadrinhos era o Zé Carioca! Interessante que naquele tempo ria de suas trapaças e achava engraçado, mas hoje percebo que infelizmente ele é o espelho que reflete muito bem o caráter cultural da nossa sociedade. Será que vocês já ouviram a expressão: O jeitinho brasileiro de ser? Se já ouviram isso compreendem o que pretendo falar nesse post (...)



É triste se constatar que o evangelho no Brasil, mesmo importando tantos modismos e heresias gringas, também faça uso das mazelas nacionais. Percebo isso não apenas quando o assunto é ofertar, e a máxima, chavão tão consagrado em nosso meio, volta à tona: "Aquilo que você ofertar, Deus lhe restituirá em dobro", ao que se segue com o grupo de louvor entoando vorazmente: "Restitui! Eu quero de volta o que é meu..."


Não! Já não basta-nos o simples prazer e privilégio de ir à Casa do Senhor adorá-lO pela Sua misericórdia e bondade. É preciso algo mais... um motivo "maior". Na busca ou na invenção de tal motivo, ouve-se de tudo:


"Venha para a Casa do Senhor, pois Ele tem uma bênção para você!"


"Vamos trabalhar para Jesus, irmãos, pois nossa obra tem uma recompensa!"


"E para você que é parceiro fiel de nosso ministério, vamos fazer uma oração forte..."


Perceba que na maioria dos exemplos acima há certa verdade, mas que pode ser sutilmente adulterada sob a pretensão de fé, "Um capitalismo disfarçado de fé".


Porém, a sutileza vem à tona e se desfaz quando vemos uma igreja que precisa justificar toda a sua adoração. Espera-se ansiosamente até que o pregador fale algo "positivo" para que se dê um brado de vitória. Os testemunhos de prosperidade vêm para atestar o bom investimento no Reino. Há ainda a garantia do retorno de todo o seu empenho quando canta-se: "Eu não morrerei enquanto o Senhor não cumprir em mim todos os sonhos que Ele mesmo sonhou pra mim".


Fico imaginando o que seria de Nínive se Deus não se arrependesse da promessa que fez pela boca de Jonas depois de sentenciá-la... ou dos israelitas que morreram no deserto e não entraram na terra prometida... e de todos os heróis do capítulo 11 de Hebreus que "viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido" (v. 13). Bom, talvez o Rei Ezequias tenha cantado essa música depois que o Senhor mudou de ideia quanto à data da sua morte (II Re. 20).


Sim, eu creio que Deus é fiel, e sei que mesmo eu sendo infiel, Ele permanece assim. Porém, creio que Ele é Deus e se decidir não cumprir algo que tenha me prometido, quem exigirá dele alguma explicação? Philip Yancey diz que explicações de Deus para nós é como tentar explicar a teoria da relatividade a alguém que não sabe o que é um átomo.


Não, Deus não é mentiroso. O que promete, cumpre. Mas preciso entender que Ele cumpre por amor à Sua palavra, e que não há qualquer garantia de vida enquanto Deus não cumprir, fosse assim, daria pra saber mais ou menos a data de nosso próprio velório, não é!? (rs).


O verdadeiro adorador não precisa de "incentivos" para adorar. Não me importa se o dia da minha vitória é hoje, pois "Deus marcou na agenda e não passa de hoje, não!" - minha adoração independe disso. Eu não preciso de mais uma pílula de ânimo de "eu sei que chegará minha vez". Também não quero fechar os olhos para os perdidos cantando: "Ainda bem que eu vou morar no céu" enquanto eles caminham a passos largos pro inferno.


Enfim, cansei de ser o queridinho de Jesus! Basta-me ser reconhecido como filho, mesmo tendo sido adotado. Que alegria ser co-herdeiro das bênçãos de Deus por Seu filho Jesus. Que privilégio poder chamá-lo de Abba! Toda glória seja Àquele que está guardando meu galardão. Pra mim, bastaria abraçá-lo.


No amor de Cristo sem jeitinhos,

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meu nome é ...?




Dizer que os nomes na sociedade atual não possuem muito valor, não seria muita novidade! Observem: - No banco, somos correntistas, no processo eleitoral somos eleitores, na igreja, somos irmãos, na rua somos você, na sala de aula somos alunos ... E a carência é tão grande por ser chamado pelo nome, que as vezes chamamos alguém pelo nome e a pessoa se surpreende dizendo: - Não sabia que você conhecia meu nome!


O problema principal disso tudo é que estamos sendo reduzidos a números, quando falamos na igreja irmãos; não que seja uma expressão errada, mas irmão pode ser qualquer um dentro da igreja, surge uma leve impressão que Ignoramos a identidade das pessoas e reduzimos todas a números da maneira mais fria possível. 


Quase todos sabem que tudo o que possuímos nessa vida é ilusório. Aquilo que aparentemente é nosso ficará aqui, mesmo depois que partirmos, pois dessa vida nada se leva. Porém, algo continuará sendo meu por longos anos em minha lápide - o meu nome. Dentre as muitas qualidades, traços e trejeitos que nos diferem, o nome é com certeza algo especial. Não me orgulho da semelhança dele aos atores de novela mexicana, mas sem dúvida me sinto querido quando me tratam por ele.


Em todos os lugares públicos ou mesmo privados tentam me adular chamando-me de "senhor", "vossa senhoria", "caro cliente"... chamam-me até de "pastor". Mas nenhum desses pronomes é mais pessoal ou amigável do que meu próprio nome. "Robson", "Ro" ou "Robinhoooo" são abreviações que me trazem pra perto, me fazem sentir-se em casa. No mínimo, despertam minha atenção.

Alguns dias atrás aqui no hospital onde trabalho, foi chamado no som um numero! No qual diziam: - 3835 favor comunicar-se com o setor de RH. Quando ouvi isso no som fiquei surpreso, pois o funcionário estava sendo chamado pelo numero de seu registro, poderia ser qualquer um. Depois de alguns minutos repetiram no som novamente: - 3835 favor comunicar-se urgente. Ouvi no som pela segunda vez, e fiquei imaginando um armário cheio de pastas numeradas de funcionários que já foram embora e outros que ainda trabalhavam na empresa sendo representados por um número apenas. Será que um número, pode contar a historia de vida do funcionário? falar de onde ele veio? quem ele foi? como trabalhou? qual era a  sua motivação? .... Será? 



O pior de tudo, foi que ao levantar meu crachá percebi que o numero 3835 era eu... Era meu número! Não sei explicar direito, mas naquele momento me senti na prisão como o preso que é representado por um número, no qual a sua historia ou seu nome pouco importa, ou um laboratório, pra falar a verdade não sei... Mas tenho certeza de uma coisa um número nunca poderá descrever quem de fato é uma pessoa, isso lhe rouba sua identidade.


É triste quando não temos nome, não somos indivíduos. Sou mais um trabalhador, ou o tal 3835. Dá uma impressão de perda daquilo que considero o único atrativo de valor: minha individualidade. Não quero ser um número ou uma pasta em um arquivo que tem meia duzia de documentos. Ele não ama, não sente, não perdoa, nem se machuca. Quero ser simplesmente o Robson. Não o "Sr. Robson". Também não quero ser "o 3835". Quero ser eu mesmo. Meu numero de registro pouco importa.

Enfim, se você ver minha identidade por aí, diga-lhe que estou com saudades daquele tempo que brindávamos ao som do "Bom dia, Robson!". Diga-lhe que na frente do meu crachá está o meu nome, sem vergonha, mas com muito orgulho. Diga-lhe também que Susan Boyle mostrou-me esses dias que não preciso ter vergonha do lugar onde moro, das roupas que uso ou do meu cabelo, mas que posso fazer com simplicidade que meu nome seja sempre lembrado, não por aquilo que tenho, mas por aquilo que sou.


Na paz sem mascaras ... Assim como sou!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Traído pela memoria!





Durante esses dias de eleição, andei refletindo, como as vezes a nossa memoria falha! Assistindo os programas eleitorais tinha um leve fleche de memoria como se aqueles textos lidos durante todo o programa já tivessem sido lidos em programas anteriores; como se só mudasse o candidato e as propostas fossem as mesmas. Realmente nossa memoria falha muito! Talvez isso seja reflexo nas eleições ... Ou de fato nos não preocupamos tanto em lembrar (...)

A falta de memória chegou muitas vezes a me desmotivar por completo quando me via  falando da Palavra de Deus em tantas igrejas por aí. Escravo do bendito esboço, sempre sonhei o dia em que não precisaria de um púlpito ou suporte para a Bíblia e o impresso. Sofria taquicardia quando o ventilador (maldito) passava as folhas da Bíblia. Me sentia o pior dos cristãos quando precisava recorrer à um versículo do qual não lembrava o endereço, nem o contexto, e muito menos o próprio texto, só sabia que se encaixava perfeitamente naquele ponto da mensagem.

Porém, uma brisa de esperança tem soprado em meu rosto nesses últimos meses. Não! Não tomei fosfosol, nem recorri a nenhum medico nem psicologo. Pelo contrário, continuo gastando valiosos minutos na impressão de esboços e no desenvolvimento de um design que me lembre apenas o necessário - fagulhas da essência para que meu intelecto desenvolva o restante.

Eis a percepção idiota que me ocorreu. Como alguém que procura os óculos já bem posicionados em seu rosto, percebi que o que eu procurava era o que menos precisava. Entendi que eu não precisava lembrar. Precisava absorver!

Uma mente que decora centenas de versículos, dogmas, regras ou estatutos pode ser uma mente brilhante do ponto de vista secular, mas no Reino de Deus isso não passa de vento. As verdades do evangelho da graça precisam ser absorvidas a tal ponto que eu não lembre de nenhuma delas, e esquecendo-as, passe a vivê-las em sua total intensidade. É como a marcha do carro que mudo sem perceber. Para ser mais poético, é como respirar. Não preciso raciocinar em que velocidade estou, qual a última marcha que coloquei ou mesmo "Onde foi parar essa marcha?". Também não preciso dizer ao pulmão: "Ei, vamos lá! Força! Inspira. Expira. De novo...". Eu simplesmente vivo!

Nesses últimos dias o evangelho tem penetrado a minha pele de tal forma que o perfume me dá uma agradável sensação de liberdade. Fiz da falta de memória minha aliada. Enquanto ela me sufoca, volto a livros que li. Bendito esquecimento. Que me traz de volta às raízes. Que me lembra a todo instante: "Você é humano. Tem limitações. E não se esqueça disso!"

Você é Humano!



PS: Juro que eu ia colocar um versículo para ilustrar essa reflexão, mas ele se perdeu na minha alma (rs).

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ainda há motivos para crer na igreja!





Vivemos um período em que existem vários desigrejados, um período de confusão! Como já falei em postagens anteriores eu creio na comunhão dos santos e que ela é essencial para o crescimento da fé no sentido de ajudar e ser ajudado. Alguns dias atrás tive a felicidade de ler um livro intitulado: Porque amamos a Igreja?


E gostaria de compartilhar nesse espaço alguns trechos do livro, leia abaixo:


Não chamo de “igreja” a reunião de três caras bebendo café na Starbucks, falando sobre a espiritualidade da banda de rock Violent Femmes e discutindo por que a série Sex and the city é realmente profunda. Refiro-me à igreja local que se reúne em determinado lugar e que exulta na cruz de Cristo; que canta músicas a um Deus santo e amoroso; que tem oficiais, boa pregação, celebra os sacramentos, exerce disciplina e recolhe ofertas. 

Essa é a igreja que combina liberdade e forma na adoração coletiva, que tem pessoas jovens e velhas, tipos alternativos e viciados em corridas de carros, pessoas que buscam a Deus e as que se dedicam fielmente a uma causa, uma igreja que provavelmente tem boletins e regras.

A igreja que amamos é tão falha e suja quanto nós, mas ainda assim é a noiva de Cristo. Eu também posso tanto ter um alicerce sem uma casa ou uma cabeça sem um corpo quanto menosprezar a noiva que meu Salvador ama (Kevin DeYoung).

Em resumo, vamos escrever um livro sobre por que gostamos (amamos os) dos cristãos. Sei que existem vários cristãos evangélicos antipáticos por aí. Alguns deles estão na igreja. Tenho certeza de que, às vezes, sou um deles. Os cristãos também fazem coisas esquisitas e embaraçosas de vez em quando (p. ex., a maioria dos filmes cristãos e grande parte da música cristã contemporânea). Mas também existem muitas pessoas bacanas em nossa igreja – pessoas das quais realmente gosto, e não apenas no sentido de que “ele é meu irmão em Cristo e, portanto, tenho de gostar dele”. Alguns deles são até mesmo presbíteros ou estão em outras posições "hierárquicas" (esse é um jargão negativo; perceba a ironia da coisa) dentro da igreja. se minha fé fosse unicamente “pessoal”, ou se fizesse igreja em casa com outras cinco pessoas, sentiria falta deles.

Também fico feliz por minha igreja ser “organizada”. Sou feliz por saber aonde levar meu bebê de colo nas manhãs de domingo. Sou feliz porque alguém foi suficientemente institucional para pensar nos temas de uma ou duas aulas da classe da escola dominical. Sou feliz porque meu pastor, em vez de simplesmente caminhar por sua conta, importa-se o suficiente para estudar as Escrituras e fazer pesquisas numa prateleira cheia de livros de autores mortos para me dar comida espiritual de verdade a cada domingo. Sou feliz porque alguém lidera um ministério de impacto social para os mais necessitados de nossa área. Sou feliz porque alguém (e não eu) garante que as crianças aprendam alguma coisa bíblica em suas aulas. Em seu sentido mais básico, isso é religião organizada. E amo muito isso tudo.

Portanto, ao mesmo tempo que espero que este livro seja um incentivo aos praticantes da religião organizada com mentalidade evangélica sentados nos bancos (eu) ou nos púlpitos (Kevin), também espero que ele sirva como um convite a João Descontente para que afaste sua insatisfação provavelmente bem fundamentada e se junte a nós na igreja. Não somos perfeitos (longe disso), mas amamos Jesus, amamos o evangelho e fazemos o possível para amar os outros cristãos (Ted Kluck).

[...]


A igreja não é uma parte acidental do plano de Deus. Jesus não convidou as pessoas a se juntar a um “trio elétrico” contra a religião, a doutrina e a instituição e, ao mesmo tempo, cheio de amor, harmonia e reintegração. 

Sem dúvida Ele mostrou às pessoas como viver. Mas Ele também às chamou ao arrependimento e à fé, chamou-as para fora do mundo e para dentro da igreja.

“[O amor] tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Co 13.7). 

Se verdadeiramente amamos a igreja, sofreremos com ela em seus erros, suportaremos suas lutas, creremos que ela é a amada noiva de Cristo e esperaremos por sua glorificação final. Ainda creio que a igreja é a esperança do mundo – não porque ela faça tudo certo, mas porque é um corpo que tem Cristo como Cabeça.

Não desista da igreja! O Novo Testamento não fala nada sobre um cristianismo sem igreja. A igreja invisível é para cristãos invisíveis. A igreja visível é para mim e para você.

É muito bom encontrar uma igreja local, envolver-se com ela, tornar-se membro dela e permanecer ali por bastante tempo. É importante ir à igreja no domingo, adorar em espírito e em verdade, ter paciência com a liderança, se alegrar quando o evangelho for proclamado de maneira fiel e dar suporte aqueles que nos machucaram... Enquanto estivermos dentro da igreja, devemos ser igreja e não só cantar, mas também viver isso com muita convicção.

Porque não dar um “oi” a um adolescente que ninguém nota? Porque não dar boas vindas aos cabelos azuis e aos narizes com argolas? Porque não ser voluntário no berçário de vez em quando? Faz bem, faz muito bem trazer algo para o sopão da madrugada como qualquer outra pessoa, convidar um amigo para ir à igreja, levar um casal novo para tomar um café, contribuir para a oferta do Natal, ser grato porque alguém varreu o chão e desfrutar dos domingos que forem agradáveis e orar ainda mais nos domingos que não forem.

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Esse livro foi uma das obras mais equilibradas ao tratar do assunto eclésia, que já li; espero que o Senhor venha abençoar todos que lerem. 

Eu Creio na Igreja!

Na verdade de Cristo

sábado, 15 de setembro de 2012

Evangelismo as avessas!




Fica até difícil tecer um comentário sobre essa perola. Só resta dizer o seguinte: Jesus nos chamou para pregar o evangelho - Ide Pregai o evangelho! Alguns decoram 5 versículos e acham que já sabem o evangelho...




Resultará nesse tipo de coisa!


Que o Senhor nos dê graça e sabedoria e que possamos descobrir que a bíblia é para ser lida e não cheirada (rs)


Na paz

sábado, 1 de setembro de 2012

Levar carga um dos outros?? Que nada queremos somente o cargo!







Levai as cargas uns dos outros,

e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl. 6.2)



Diante dessa busca desenfreada por poder que a sociedade vive, fico preocupado por que o mesmo tem acontecido nos Ministérios, pessoas que a qualquer custo buscam sua ascensão social. Não seria estranho dizer aqui, que as reuniões que deveriam tratar da pureza da doutrina, do crescimento saudável da igreja e a evangelização tem sido substituído naturalmente por metas financeiras e táticas para atrair pessoas para igreja, negligenciando totalmente os métodos bíblicos. Essa semana me deparei com uma imagem de uma determinada igreja, no qual dizia: "quarta louca por Jesus




E pasmem os leitores na imagem de divulgação dessa suposta quarta louca (que realmente é!) tinha um rapaz cheirando a bíblia como se fosse cocaína. O autor dessa façanha deve argumentar, da seguinte forma: - Isso é para atrair os jovens! Imaginem leitores o Jota Quest cantando no culto de jovens. afinal o objetivo é só atrair! De fato isso irá apenas atrair os jovens mais jamais irá convertê-los. 

Voltando ao assunto a ser tratadoJá não é de hoje que a igreja tornou-se um ambiente quase corporativo. Nos últimos anos tentou-se até quebrar um pouco essa imagem trocando a palavra "departamento" por "ministério". Contudo, a igreja contemporânea tem mais patentes do que muitas empresas por aí. Obviamente essa hierarquização faz-se necessária diante do crescimento das denominações. As contribuições financeiras aumentam a cada dia, novos membros chegam e precisam ser inseridos no corpo, cada faixa etária precisa de um acompanhamento específico e assim, proliferam-se a departamentalização e a necessidade de novos líderes.


Porém, vale ressaltar: a igreja continua sendo, primordialmente, lugar de voluntariedade, por isso, não temos na maioria das igrejas um processo seletivo. As pessoas vão sendo indicadas conforme seu empenho na obra ou por indicação do Espírito Santo   (será?) - que, graças a Deus, ainda inspira pastores e fala em muitas denominações.


Com o esfriamento do amor, a falta de comunhão e o egocentrismo que não cabe na nossa fé, tornou-se comum o que chamo de espírito de Caim. Gente que não suporta ver seu irmão em seu momento de adoração, principalmente quando há sinais claros de que o Senhor está recebendo essa oferta. Sabe-se que hoje em dia esses sinais são muito mais sutis, mas a paz que excede todo entendimento, a graça derramada e o espírito de comunhão que invade a casa quando estamos adorando, creio, são evidências de que o Espírito de Deus ali está e recebe nossa oferta como cheiro suave.


Diante disso, é óbvia a constatação: uma das maiores causas de dissensões e discórdias na igreja evangélica é a disputa por cargos. E a maior ironia nessa história é que o prêmio para quem chega lá, em geral, não se trata de dinheiro ou ascensão social, mas apenas daquela sensação de poder! O camarada não vai ganhar um tostão por isso, não vai estar nas colunas sociais e nem vai trocar de carro, mas terá a diabólica sensação de estar por cima, de ser chamado de chefe, de ter subalternos... Com isso, o ego vai sendo alimentado a cada dia num ciclo vicioso e demoníaco.


Jesus soube posicionar-se muito bem quando disse: "Vocês me chamam de 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou!" (Jo. 13.13) - aqui não se trata de arrogância ou prepotência, apenas de um posicionamento adequado quanto à sua parte no grupo, tanto é que em seguida Ele lava os pés dos discípulos em evidente sinal de humildade.


Mas tenho uma ótima notícia para o povo de Deus que me lê: não se preocupe, mesmo que o Senhor decida não tomar as rédeas confiando essa decisão aos pastores constituídos por Ele mesmo, a vida ensina! Mais cedo ou mais tarde cumpre-se a palavra de Deus que diz: "Aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!" (I Co. 10.12).


Que todo esse ativismo na casa do Senhor não venha nos cegar fazendo-nos acreditar que essa é a "obra de Deus" enquanto existem viúvas solitárias, órfãos desamparados e gente humilde precisando de pão. Que toda a humildade de Cristo, que nasceu numa manjedoura, calejou os dedos com farpas e não teve lugar definitivo onde reclinar a cabeça, norteie nosso espírito de liderança, fazendo de nós, líderes segundo o coração de Deus.

Levar as cargas é mais importante pense nisso!
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