quinta-feira, 30 de maio de 2013

Um video sobre a queda do homem e a redenção de Cristo


Encontrei esse vídeo do Genizah e não poderia deixar de compartilhar, assistam com atenção!

Deus abençoe a todos em Cristo

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O choro de Neymar


Que dó...ele perdeu alguma coisa na enchente?

teve um pai morto por um tiro numa troca de balas? 

Ele não tem o q comer? 

Ele não conseguiu um emprego porque mora na periferia? 

Ele quer ter o tênis da moda que passa na propaganda e não tem condições, é isso? 

Ele tá esperando há 15 anos na fila do SUS e ainda não foi atendido? Não!! 

Ele tá podre de rico, tá saindo para apodrecer de vez mais nesse rio de dinheiro....chora mesmo neymar, chora fera, porque tem crianças sem água, desnutridas, morrendo na áfrica... que qriam ter essa gota de água no corpo pra poder chorar. Inversão de valores, a gente é obrigado a ver por aqui! Plin Plin ;x

A inversão de valores começa aqui ...Que dó... ele perdeu alguma coisa na enchente?

Teve um pai morto
por um tiro numa troca de balas?

Ele não tem o que comer? 


Ele não conseguiu um emprego porque mora na periferia?

Ele quer ter o tênis da moda que passa na propaganda e não tem condições, é isso?

Ele tá esperando há 15 anos na fila do SUS e ainda não foi atendido? Não!!

Ele tá podre de rico, tá saindo para apodrecer de vez mais nesse rio de dinheiro....chora mesmo neymar, chora meu amigo, porque tem crianças sem água, desnutridas, morrendo na Africa e porque não dizer aqui no norte de Minas Gerais... que queriam ter essa gota de água no corpo pra poder chorar.


Inversão de valores, a gente é obrigado a ver por aqui! Plin Plin ;x

A inversão de valores começa aqui ... Isso é cara do Brasil!


sábado, 25 de maio de 2013

Bênção apostólica?

 
 
 

A chamada “bênção apostólica” não é nenhuma novidade no meio evangélico. Ela é tão comum e conhecida como a tradicional leitura feita nos cultos de Santa Ceia (1 Co 11:23-34). Mas, assim como os católicos se prostram diante das imagens sem saber o fundamento de tal prática, do mesmo modo os evangélicos curvam as suas cabeças e abrem suas mãos estendidas em direção ao céu para receberem a dita bênção.

A bênção apostólica é proclamada sempre ao final de cada culto, sendo que somente o pastor local é quem tem a “competência espiritual” para “impetrá-la”. A mesma nada mais é do que o versículo final da segunda carta de Paulo aos coríntios “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” 2 Co 13:13; palavras estas que são simplesmente uma oração de Paulo clamando em favor dos mesmos.

No que pese o seu valor espiritual, por se tratar de uma oração proferida em nome da Trindade, a qual ainda engloba em sua petição três fatores fundamentais na vida de qualquer cristão (graça divina, amor divino, e comunhão divina), a referida “bênção”, nos moldes como vemos ela hoje sendo praticada nos cultos evangélicos, não passa de uma prática sem o menor respaldo neo-testamentário.

Não quero aqui ser contencioso, nem mesmo ser o causador de uma mudança de prática eclesiástica, mas tão somente fazer um esclarecimento bíblico, para que assim cada crente possa conhecer melhor uma prática tão comum em nosso meio.

Essa “bênção apostólica” (ou oração) nada mais é do que uma herança do catolicismo romano, a qual remonta em sua origem para a bênção aarônica (ou araônica, também conhecida entre os judeus como Nesiat Kapayim, i.e., estender as mãos), assim chamada a bênção descrita em Nm 6:23-27. Assim se expressou o Papa Leão XIII em sua Carta Encíclica Inscrutabili Dei Consilio:

“
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, a caridade de Deus e a comunicação do Espírito Santo sejam com todos vós (2 Cor 13, 13), Veneráveis Irmãos, e é de todo coração que, a Vós e a cada um em particular, bem como aos Nossos caros filhos o clero e os fiéis de vossas Igrejas, concedemos a bênção apostólica como penhor da Nossa especial benevolência e como presságio da proteção celeste”.
Na verdade todos os cristãos estão autorizados a abençoar e a orar por quem quer que seja (At 12:5; Rm 12:14; Ef 6:18; Cl 4:2,3), diferentemente da Antiga Aliança, onde havia a figura do sacerdote como o principal responsável pelo ministério da oração e da ministração da bênção (cf. Lv 9:22; Dt 21:5; Js 8:33; 1 Cr 23:13; 2 Cr 30:27). Destaque-se que na Nova Aliança todos os crentes são como sacerdotes (Ap 1:6, cf. 5:10), o que implica dizer que todos tem a competência para exercer o ofício da oração e da ministração da bênção.

Esclareça-se, ainda, que não somos nós em si que abençoamos, mas, como já exposto, apenas oramos pedindo uma bênção sobre alguém (podendo Deus conceder a mesma ou não), haja vista que “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” Tg 1:17, cf. Nm 6:24 e Rt 2:4. Portanto, nenhum crente, independentemente do cargo eclesiástico que ocupa, é detentor de uma unção especial para conceder determinada bênção em detrimento da incapacidade espiritual dos demais. Crer que somente o pastor de uma igreja local é quem tem autoridade para conceder determinada bênção é o mesmo que estar colocando nele a origem da mesma, dando a ele a posição de detentor e distribuidor da bênção, o que contraria o acima exposto.

As palavras de 2 Co 13:13 recitadas ao final de cada culto não podem ser tidas como palavras milagrosas ou mágicas. Lembremos que Deus condena a repetição de palavras na oração (Mt 6:7), bem como que Paulo não repetiu no encerramento de nenhuma outra carta a oração de 2 Co 13:13. Além do mais, antes das palavras em si que são usadas para se pedir algo, a fé é bem mais importante em uma oração (Hb 10:22, Tg 1:6,7).

A referida “bênção apostólica” não é uma bênção especial, mais nobre do que as demais orações abençoadoras, mas tão somente é um apego literal a uma passagem do Novo Testamento. Sua prática e observação não vem a ser um pecado em si, pois, como já dito, a ordem bíblica é para sempre “abençoarmos” (i.e., pedirmos a bênção sobre alguém), e creio que a fé e a boa intenção das pessoas envoltas na “bênção apostólica” acabam-na tornando eficaz em alguns casos.

Então a mesma deve acabar? Não digo que sim, e nem digo que não. Digo que cada igreja deve ter ciência da verdade bíblica aqui exposta, e assim decidir o que achar melhor, ou simplesmente deixar que o tempo e o costume digam o que deverá acontecer com a “bênção apostólica”.

Mas que a referida “bênção”, como a vemos hoje no final de cada culto, foge da sistemática bíblica, isso é um fato inconteste!
 
 Fonte: Anchieta Campos

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Conselho de Lutero para jovens pregadores




Um pregador jovem, sob um grande fardo e pressão, queixou-se a Lutero de que a pregação ( naqueles dias de perseguição, forte oposição...) era um fardo pesado demais para um homem tão jovem como ele ( e não tão experiente como devia ser ), e que ele deveria ter ficado em sua antiga profissão.

Lutero respondeu a ele com palavras que ele disse estar constantemente repetindo para si mesmo:

“Se Pedro e Paulo estivessem aqui, eles te repreenderiam veementemente, pois você deseja logo depois dos primeiros passos ser tão grande pregador como eles foram. Nos arrastarmos é algo que devemos fazer, mesmo se no momento somos incapazes de caminha para o alvo.

Seja sério e comprometido no preparo e faça o seu melhor. Se você não pode pregar uma hora, então pregue meia hora, ou um quarto de hora. Jamais tente imitar outras pessoas. Concentre-se sobre os pontos mais curtos e mais simples, que são o cerne da questão, e deixe o resto com Deus.

Olhe somente para a honra de Deus e jamais para aplausos dos homens. Ore para que Deus lhe dê os ouvidos do público e não suas bocas – não espere nada de suas bocas.

Posso lhe dizer que a pregação não é uma obra do homem. Embora eu seja velho ( Lutero tinha 48 anos neste momento ) e experiente, fico temeroso e assustado toda vez que tenho que pregar... Se prepare e então ore a Deus, e então deixe todo o resto para Ele.

“Here I Stand: A Life of Martin Luther” (Hendrickson, 1977),

Fonte: Josemar Bessa 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Apologética alem das paredes? E dentro de onde você congrega?






Nessa postagem gostaria de fazer uma analise um pouco mais complexa da nossa querida assembleia de Deus que não é de hoje que apresentamos vários tipos de contradições. Eu mesmo já apontei varias falhas em outras denominações e sempre fiquei pensando: - na minha igreja também tem bastante problemas! Gostaria de falar sobre a “natureza contraditaria da assembleia”. Vamos lá:



Condenam a “o neopentecostalismo e a teologia da prosperidade” e pregam a “Teologia da Semente e coisas mais”. 



Eu estou cansado de ver pregadores condenando a “Teologia da Prosperidade” e, na mesma mensagem, expressam um sermão pautado pelo mercantilismo divino (toma lá, da cá), doutrina das sementes e triunfalismo. Ora, tudo isso é uma derivação da “Teologia da Prosperidade”. Esses pregadores condenam a mãe, mas namoram a filha. E só lembrando que a filha é a cara da mãe!


Certa vez fui em um culto assembleiano onde um famoso pastor e deputado falava que a “Teologia da Prosperidade” era doutrina de demônios, mas no mesmo sermão ele interpretou Deuteronômio 28 como parte integral da Igreja do Novo Testamento e, no final, expressou várias frases típicas da “Confissão da Fé”. Como pode alguém condenar algo que ele mesmo prega?

Que estudar teologia é importante, mas sempre com um adento anti-intelectual. 



Você talvez nunca conhecerá um pastor assembleiano que seja totalmente contra a teologia. Muitos dirão que ela é essencial, mas possivelmente você ouvirá o mesmo pastor com frases anti-intelectuais e, também, desprezando qualquer membro que aprofunde o seu conhecimento das Sagradas Escrituras. Afinal, a teologia é ou não importante para a maior parte da liderança assembleiana?


Dizem “sim” para mensagem A e “sim” para mensagem B. 



Eu, como professor de Escola Dominical, já ensinei por diversas vezes algumas questões que eram refutadas na pregação dominical noturna por pregadores itinerantes. O engraçado era ver um aluno que concordava com a minha aula e depois concordava com o pregador que falava algo totalmente contrário à lição passada. Ou seja, a mesma pessoa dizia “amém” para a mensagem A e para a mensagem B. Só que pela lógica não é possível aceitar as duas mensagens. Como pode? Falta atenção? A pessoa não percebe a contradição?


Falam que valorizam os grandes hinos da Harpa Cristã e composições sérias, mas convidam cantores que compõem letras pobres, heréticas e antropocêntricas. 



Eu já vi inúmeras pessoas reclamando da música evangélica, mas essas mesmas pessoas compram CDs e convidam cantores que deveriam ser aposentados compulsoriamente pelas bobagens que cantam. No fim, essas pessoas querem ou não uma composição séria?


Use roupa X no trabalho, mas não no culto. 


Há quem acredite que algumas roupas podem ser usadas no trabalho, na escola e na rua, mas não no culto. Ora, por que não? Se eu uso uma roupa que eu não posso ir para o culto, logo isso não seria errado? Essa coisa estranha é típica invenção de igreja legalista que não sabe bem como lidar com a abertura. Sejamos mais firmes, pois se eu uso uma roupa no trabalho eu também posso usá-la no culto.

Recebi por e-mail esses questionamentos e tenho que confessar concordo com tudo que o autor expôs e poderia acrescentar ai pelo menos mais alguns tópicos...

Na paz

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fui informado, pelos da casa de Cloe





1 Coríntios 1.11– Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contenda entre vós.


As conversas paralelas na igreja não são nenhuma novidade! Lembro-me quando uma irmã se aproximou da direção de jovens e afirmou com total certeza: - Eu vi um jovem fumando! Fiquei assustado com aquela afirmativa, mas sabendo quem era a fonte que estava me passando aquela informação, confesso duvidei na hora da credibilidade da mesma. Buscando saber o que havia acontecido, chegamos a seguinte conclusão: Um jovem estava subindo a escada para marcar a parte superior da porta onde haveria de cortar e como estava sobre a escada colocou um giz (branco) na boca ... Por incrível que pareça a irmã passou na hora e rapidamente tirou sua conclusão e correu para a igreja para contar a noticia quentinha. 

Preocupo-me muito com o comportamento de alguns irmãos. O problema passa de boca em boca e o autor da historia mirabolante nunca é revelado. Vocês leram à pouco a simulação de uma historia verdadeira que acontece freqüentemente nas igrejas. O problema é que muitos aceitam historias desse tipo anônimas e nem procuram saber sua procedência. Parece que a covardia, ou diria, o medo de se envolver tem provocado esse fenômeno. Ele não se responsabiliza pela informação que dá. 

Compreendo que uma denúncia, obrigatoriamente, tem de vir acompanhada do nome do denunciante. A falta do nome dá descrédito à informação. Somente com o nome do denunciante é que se verificará a autenticidade da informação recebida. Paulo não caiu nessa armadilha e o denunciante dos acontecimentos errados na igreja de Corinto não se omitiu. 

Paulo disse: “Fui informado, pelos da casa de Cloe”. Ele sabia quem estava causando problemas e informou o nome do seu informante. Às vezes pessoas trazem ao pastor da igreja um problema de outro irmão. Aí ele pede: Pastor, não diz que fui eu quem te falou. Tá bom! Como o pastor vai tratar com clareza de um problema pessoal de alguém se não puder citar a fonte. Se perguntado sobre a fonte, o pastor deverá mentir? É claro que em muitos casos a revelação do denunciante não é necessária, mas em outros casos a revelação de quem o denunciou é de importância primordial. 

Creio que os irmãos não devem ter medo e muito menos receio de que o irmão que está vivendo um erro saiba o fonte da denúncia. O ladrão se esconde; o mentiroso se esconde; o picareta se esconde; o enganador também, mas todos aqueles que falam a verdade não devem e não podem se envergonhar por ter trazido a quem tem autoridade de julgar a informação que ele necessita para tirar do meio dos irmãos o irmão ou a irmã que deliberadamente está vivendo em pecado. 

Tem informações? Quem é sua fonte?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O livre-arbítrio não existe, dizem neurocientistas

                               




Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas tomadas pelo cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne


Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare. No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. "Há momentos", diz ele, "em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos."

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real". A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa. Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento — Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne - e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor. Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente.

Um deles foi publicado no periódico científico PLoS ONE, em junho de 2011, com resultados impactantes. O pesquisador Stefan Bode e sua equipe realizaram exames de ressonância magnética em 12 voluntários, todos entre 22 e 29 anos de idade. Assim como o experimento de Libet, a tarefa era apertar um botão, com a mão direita ou a esquerda. Resultado: os pesquisadores conseguiram prever qual seria a decisão tomada pelos voluntários sete segundos antes d eeles tomarem consciência do que faziam.




"Neurocirurgiões usaram um eletrodo para estimular um determinado local da área motora do cérebro. Como consequência, o paciente manifestou em seguida o desejo de levantar a mão", disse Haggard em entrevista ao site de VEJA. "Isso evidencia que já existe atividade cerebral antes de qualquer decisão que a gente tome, seja ela motora ou sentimental."

O psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, demonstrou que grande parte dos julgamentos morais também é feito de maneira automática, com influência direta de fortes sentimentos associados a certo e errado. Não há racionalização. Segundo o pesquisador, certas escolhas morais – como a de rejeitar o incesto – foram selecionadas pela evolução, porque funcionou em diversas situações para evitar descendentes menos saudáveis pela expressão de genes recessivos. É algo inato e, por isso, comum e universal a todas as culturas. Para a neurociência, é mais um dos exemplos de como o cérebro traz à tona algo que aprendeu para conservar a espécie.


O determinismo pela História

386: Agostinho de Hipona

Nos três volumes da obra De Libero Arbitrio (Sobre o livre-arbítrio), Santo Agostinho rebate o maniqueísmo, teoria que defende que o mundo é dividido entre bem e mal. Defensor ferrenho do livre-arbítrio após sua conversão ao cristianismo, Agostinho acreditava que o mal era fruto da liberdade humana mal utilizada. Como Deus havia criado o homem livre para fazer suas próprias escolhas, cabe a ele agir de forma consciente e escolher entre o bem e o mal.

Década de 1530: João Calvino

O Calvinismo, movimento religioso protestante, tem suas raízes na Reforma iniciada no século XVI na Europa. A ideologia define que Deus, criador supremo de todas as coisas, governa o mundo. Por isso, o homem já nasce predestinado àquele futuro – às graças os escolhidos, ao inferno os demais.

1677: Espinoza

A publicação póstuma de Ética, do filósofo holandês Bento Espinoza, é uma das marcas de sua posição contrária à teoria de Descartes - que defende em 1641 que existe a cisão entre corpo e mente. Para Espinoza, esse dualismo não existe e tudo - como o comportamento humano - é determinado pela natureza e acontece em função da necessidade. Nossa liberdade estaria, então, na capacidade de reconhecermos que somos seres determinados e de entender por que agimos da maneira como agimos.

1687: Isaac Newton

Segundo as teorias do físico inglês, o Universo é regido por leis fixas, determinadas no momento em que ele foi estabelecido. Assim, é possível comparar as partículas básicas do mundo às bolas em uma mesa de bilhar: elas se movem e se chocam de maneiras previsíveis, que levam a resultados já esperados. Isso porque seu comportamento é pré-determinado. Ou seja, para Newton, o Universo é uma grande engrenagem que segue seu fluxo determinado - nesse cenário, os homens seriam as peças do grande maquinário.

1718: Voltaire

Apesar de defender a emancipação humana e as reformas sociais, o pensador francês se aproximou das teorias deterministas - acredita-se que pela influência de Isaac Newton. “Se alguém olhar com cuidado, verá que a doutrina contrária àquela do destino é absurda.” 

1896: James Mark Baldwin

Para o psicólogo americano, embora alguns comportamentos adquiridos durante a vida não sejam hereditários, a tendência a adquiri-los pode ser. Um exemplo seria o medo de cobra. O medo em si não é hereditário, mas a tendência a temer o animal, sim. Essa tendência é passada de geração a geração com um único fim: a preservação da espécie.

1920: Albert Einstein

"Sobre a liberdade humana, no sentido filosófico, sou definitivamente um descrente. Todo mundo age não só sob compulsão externa, mas também de acordo com uma necessidade interior. (...) Não acredito em liberdade de arbítrio. Esse reconhecimento de não-liberdade me protege de levar a mim e aos demais homens muito à sério, como agir e julgar os indivíduos e perder o bom humor.”

1945: Burrhus F. Skinner

O psicólogo americano é uma das referências do Behaviorismo Radical. Para Skinner, o homem é uma entidade única, já que sua teoria refuta a ideia da divisão entre corpo e mente. Em seu livro Além da Liberdade e da Dignidade, o psicólogo rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do indivíduo com o meio seja de interação, e não passiva.


A mente como produto do cérebro — Como o cérebro já se encarregou de decidir o que fazer – e o ato está feito —, é preciso contextualizar a situação. É aí que entra a nossa consciência. Ela também é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu 'dono' que o responsável foi ele.


Em outras palavras: quando você para, pensa e toma decisões pontuais, tem a sensação de que um eu consciente e racional, separado do cérebro, segura as rédeas de sua vida. Mas para cientistas como Michael Gazzaniga, coordenador do Centro para o Estudo da Mente da Universidade da Califórnia e um dos maiores expoentes da neurociência na atualidade, não existe essa diferenciação. Segundo ele, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana. "Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você", diz Gazzaniga, que, em seu mais recente livro, Who’s in Charge – Free Will and the Science of the Brain (Quem está no comando – livre-arbítrio e a ciência do cérebro, sem edição em português), esmiúça a mecânica cerebral das decisões. 

Michio Kaku, um dos principais físicos da atualidade, explica o livre-arbítrio do ponto de vista da física:






Segundo Gazzaniga, o cérebro humano fabula o tempo todo. A invenção de pequenas histórias para explicar nossas escolhas seria uma maneira sagaz de estruturar nossa experiência cotidiana. Essa estrutura narrativa, segundo Patrick Haggard, tem um significado importante na evolução humana.


"Criar histórias sobre as nossas ações pode ser útil para quando nos depararmos com situações similares no futuro. É assim que iremos decidir como agir, relembrando resultados anteriores", diz. Ou seja, funcionamos na base do acerto e do erro, e da cópia do comportamento de pessoas próximas – principalmente nossos familiares. "Por isso a educação das crianças é tão importante. É um momento em que o cérebro absorve uma grande carga de informações e está sendo moldado, criando parâmetros para saber como se portar, como viver em sociedade."


Steven Pinker, psicólogo da Universidade de Harvard e autor do livro Como a Mente Funciona, fala sobre o livre-arbítrio: 




Dúvidas — Em artigo publicado no periódico Advances in Cognitive Psychology, o pesquisador W. R. Klemm coloca em xeque a metodologia usada em diversos dos experimentos recentes da neurociência. Segundo Klemm, que é professor na Universidade do Texas e autor do livro Atoms of Mind. The 'Ghost in the Machine' Materializes (Átomos da mente. O fantasma da máquina se materializa, sem edição no Brasil) alguns estudos sugerem que não é possível medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si. O que poderia colocar abaixo toda a tese da turma de Gazzaniga.


O argumento principal do pesquisador, no entanto, recai sobre a generalização dos testes. "Não é porque algumas escolhas são feitas antes da consciência em uma tarefa, que temos a prova de que toda a vida mental é governada desta maneira", escreve no artigo. Klemm defende ainda a tese de que atividades mais complexas do que apertar um botão ou reconhecer uma imagem devem ser feitas de maneiras muito mais complexas. "Os experimentos feitos são muito limitados."

Ainda que as pesquisas estejam corretas, os próprios neurocientistas reconhecem que a ideia de um mundo sem livre-arbítrio provoca estranhamento. Eles se esforçam, sobretudo, para conciliar sua teoria com o problema da responsabilidade pessoal. "Mesmo que a gente viva em um universo determinista, devemos todos ser responsáveis por nossas ações", afirma Gazzaniga. "A estrutura social entraria em caos se a partir de hoje qualquer um pudesse matar ou roubar, com base no argumento simplista de 'meu cérebro mandou fazer isso'."

Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados. "Creio que ciência e ética são dois sistemas isolados de que as mesmas entidades fazem uso, assim como pôquer e bridge são dois jogos diferentes que usam o mesmo baralho", escreve ele no livro Como a Mente Funciona. "O livre-arbítrio é uma idealização que torna possível o jogo da ética."

Continuariamos, assim, a viver no mundo descrito por Cássio em Júlio César. "Há momentos em que os homens são donos de seu fardo", diz ele. Neurocientistas como Pinker estão prontos a concordar com isso - desde que se entenda o livre-arbítrio como uma ilusão necessária para o jogo das leis e da ética - e desde que se ponha o cérebro o lugar dos astros, como o grande condutor de nossos atos.


Fonte: Revista Veja
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