sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ainda há motivos para crer na igreja!





Vivemos um período em que existem vários desigrejados, um período de confusão! Como já falei em postagens anteriores eu creio na comunhão dos santos e que ela é essencial para o crescimento da fé no sentido de ajudar e ser ajudado. Alguns dias atrás tive a felicidade de ler um livro intitulado: Porque amamos a Igreja?


E gostaria de compartilhar nesse espaço alguns trechos do livro, leia abaixo:


Não chamo de “igreja” a reunião de três caras bebendo café na Starbucks, falando sobre a espiritualidade da banda de rock Violent Femmes e discutindo por que a série Sex and the city é realmente profunda. Refiro-me à igreja local que se reúne em determinado lugar e que exulta na cruz de Cristo; que canta músicas a um Deus santo e amoroso; que tem oficiais, boa pregação, celebra os sacramentos, exerce disciplina e recolhe ofertas. 

Essa é a igreja que combina liberdade e forma na adoração coletiva, que tem pessoas jovens e velhas, tipos alternativos e viciados em corridas de carros, pessoas que buscam a Deus e as que se dedicam fielmente a uma causa, uma igreja que provavelmente tem boletins e regras.

A igreja que amamos é tão falha e suja quanto nós, mas ainda assim é a noiva de Cristo. Eu também posso tanto ter um alicerce sem uma casa ou uma cabeça sem um corpo quanto menosprezar a noiva que meu Salvador ama (Kevin DeYoung).

Em resumo, vamos escrever um livro sobre por que gostamos (amamos os) dos cristãos. Sei que existem vários cristãos evangélicos antipáticos por aí. Alguns deles estão na igreja. Tenho certeza de que, às vezes, sou um deles. Os cristãos também fazem coisas esquisitas e embaraçosas de vez em quando (p. ex., a maioria dos filmes cristãos e grande parte da música cristã contemporânea). Mas também existem muitas pessoas bacanas em nossa igreja – pessoas das quais realmente gosto, e não apenas no sentido de que “ele é meu irmão em Cristo e, portanto, tenho de gostar dele”. Alguns deles são até mesmo presbíteros ou estão em outras posições "hierárquicas" (esse é um jargão negativo; perceba a ironia da coisa) dentro da igreja. se minha fé fosse unicamente “pessoal”, ou se fizesse igreja em casa com outras cinco pessoas, sentiria falta deles.

Também fico feliz por minha igreja ser “organizada”. Sou feliz por saber aonde levar meu bebê de colo nas manhãs de domingo. Sou feliz porque alguém foi suficientemente institucional para pensar nos temas de uma ou duas aulas da classe da escola dominical. Sou feliz porque meu pastor, em vez de simplesmente caminhar por sua conta, importa-se o suficiente para estudar as Escrituras e fazer pesquisas numa prateleira cheia de livros de autores mortos para me dar comida espiritual de verdade a cada domingo. Sou feliz porque alguém lidera um ministério de impacto social para os mais necessitados de nossa área. Sou feliz porque alguém (e não eu) garante que as crianças aprendam alguma coisa bíblica em suas aulas. Em seu sentido mais básico, isso é religião organizada. E amo muito isso tudo.

Portanto, ao mesmo tempo que espero que este livro seja um incentivo aos praticantes da religião organizada com mentalidade evangélica sentados nos bancos (eu) ou nos púlpitos (Kevin), também espero que ele sirva como um convite a João Descontente para que afaste sua insatisfação provavelmente bem fundamentada e se junte a nós na igreja. Não somos perfeitos (longe disso), mas amamos Jesus, amamos o evangelho e fazemos o possível para amar os outros cristãos (Ted Kluck).

[...]


A igreja não é uma parte acidental do plano de Deus. Jesus não convidou as pessoas a se juntar a um “trio elétrico” contra a religião, a doutrina e a instituição e, ao mesmo tempo, cheio de amor, harmonia e reintegração. 

Sem dúvida Ele mostrou às pessoas como viver. Mas Ele também às chamou ao arrependimento e à fé, chamou-as para fora do mundo e para dentro da igreja.

“[O amor] tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Co 13.7). 

Se verdadeiramente amamos a igreja, sofreremos com ela em seus erros, suportaremos suas lutas, creremos que ela é a amada noiva de Cristo e esperaremos por sua glorificação final. Ainda creio que a igreja é a esperança do mundo – não porque ela faça tudo certo, mas porque é um corpo que tem Cristo como Cabeça.

Não desista da igreja! O Novo Testamento não fala nada sobre um cristianismo sem igreja. A igreja invisível é para cristãos invisíveis. A igreja visível é para mim e para você.

É muito bom encontrar uma igreja local, envolver-se com ela, tornar-se membro dela e permanecer ali por bastante tempo. É importante ir à igreja no domingo, adorar em espírito e em verdade, ter paciência com a liderança, se alegrar quando o evangelho for proclamado de maneira fiel e dar suporte aqueles que nos machucaram... Enquanto estivermos dentro da igreja, devemos ser igreja e não só cantar, mas também viver isso com muita convicção.

Porque não dar um “oi” a um adolescente que ninguém nota? Porque não dar boas vindas aos cabelos azuis e aos narizes com argolas? Porque não ser voluntário no berçário de vez em quando? Faz bem, faz muito bem trazer algo para o sopão da madrugada como qualquer outra pessoa, convidar um amigo para ir à igreja, levar um casal novo para tomar um café, contribuir para a oferta do Natal, ser grato porque alguém varreu o chão e desfrutar dos domingos que forem agradáveis e orar ainda mais nos domingos que não forem.

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Esse livro foi uma das obras mais equilibradas ao tratar do assunto eclésia, que já li; espero que o Senhor venha abençoar todos que lerem. 

Eu Creio na Igreja!

Na verdade de Cristo

sábado, 15 de setembro de 2012

Evangelismo as avessas!




Fica até difícil tecer um comentário sobre essa perola. Só resta dizer o seguinte: Jesus nos chamou para pregar o evangelho - Ide Pregai o evangelho! Alguns decoram 5 versículos e acham que já sabem o evangelho...




Resultará nesse tipo de coisa!


Que o Senhor nos dê graça e sabedoria e que possamos descobrir que a bíblia é para ser lida e não cheirada (rs)


Na paz

sábado, 1 de setembro de 2012

Levar carga um dos outros?? Que nada queremos somente o cargo!







Levai as cargas uns dos outros,

e assim cumprireis a lei de Cristo.” (Gl. 6.2)



Diante dessa busca desenfreada por poder que a sociedade vive, fico preocupado por que o mesmo tem acontecido nos Ministérios, pessoas que a qualquer custo buscam sua ascensão social. Não seria estranho dizer aqui, que as reuniões que deveriam tratar da pureza da doutrina, do crescimento saudável da igreja e a evangelização tem sido substituído naturalmente por metas financeiras e táticas para atrair pessoas para igreja, negligenciando totalmente os métodos bíblicos. Essa semana me deparei com uma imagem de uma determinada igreja, no qual dizia: "quarta louca por Jesus" 




E pasmem os leitores na imagem de divulgação dessa suposta quarta louca (que realmente é!) tinha um rapaz cheirando a bíblia como se fosse cocaína. O autor dessa façanha deve argumentar, da seguinte forma: - Isso é para atrair os jovens! Imaginem leitores o Jota Quest cantando no culto de jovens. afinal o objetivo é só atrair! De fato isso irá apenas atrair os jovens mais jamais irá convertê-los. 

Voltando ao assunto a ser tratado, Já não é de hoje que a igreja tornou-se um ambiente quase corporativo. Nos últimos anos tentou-se até quebrar um pouco essa imagem trocando a palavra "departamento" por "ministério". Contudo, a igreja contemporânea tem mais patentes do que muitas empresas por aí. Obviamente essa hierarquização faz-se necessária diante do crescimento das denominações. As contribuições financeiras aumentam a cada dia, novos membros chegam e precisam ser inseridos no corpo, cada faixa etária precisa de um acompanhamento específico e assim, proliferam-se a departamentalização e a necessidade de novos líderes.


Porém, vale ressaltar: a igreja continua sendo, primordialmente, lugar de voluntariedade, por isso, não temos na maioria das igrejas um processo seletivo. As pessoas vão sendo indicadas conforme seu empenho na obra ou por indicação do Espírito Santo   (será?) - que, graças a Deus, ainda inspira pastores e fala em muitas denominações.


Com o esfriamento do amor, a falta de comunhão e o egocentrismo que não cabe na nossa fé, tornou-se comum o que chamo de espírito de Caim. Gente que não suporta ver seu irmão em seu momento de adoração, principalmente quando há sinais claros de que o Senhor está recebendo essa oferta. Sabe-se que hoje em dia esses sinais são muito mais sutis, mas a paz que excede todo entendimento, a graça derramada e o espírito de comunhão que invade a casa quando estamos adorando, creio, são evidências de que o Espírito de Deus ali está e recebe nossa oferta como cheiro suave.


Diante disso, é óbvia a constatação: uma das maiores causas de dissensões e discórdias na igreja evangélica é a disputa por cargos. E a maior ironia nessa história é que o prêmio para quem chega lá, em geral, não se trata de dinheiro ou ascensão social, mas apenas daquela sensação de poder! O camarada não vai ganhar um tostão por isso, não vai estar nas colunas sociais e nem vai trocar de carro, mas terá a diabólica sensação de estar por cima, de ser chamado de chefe, de ter subalternos... Com isso, o ego vai sendo alimentado a cada dia num ciclo vicioso e demoníaco.


Jesus soube posicionar-se muito bem quando disse: "Vocês me chamam de 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou!" (Jo. 13.13) - aqui não se trata de arrogância ou prepotência, apenas de um posicionamento adequado quanto à sua parte no grupo, tanto é que em seguida Ele lava os pés dos discípulos em evidente sinal de humildade.


Mas tenho uma ótima notícia para o povo de Deus que me lê: não se preocupe, mesmo que o Senhor decida não tomar as rédeas confiando essa decisão aos pastores constituídos por Ele mesmo, a vida ensina! Mais cedo ou mais tarde cumpre-se a palavra de Deus que diz: "Aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!" (I Co. 10.12).


Que todo esse ativismo na casa do Senhor não venha nos cegar fazendo-nos acreditar que essa é a "obra de Deus" enquanto existem viúvas solitárias, órfãos desamparados e gente humilde precisando de pão. Que toda a humildade de Cristo, que nasceu numa manjedoura, calejou os dedos com farpas e não teve lugar definitivo onde reclinar a cabeça, norteie nosso espírito de liderança, fazendo de nós, líderes segundo o coração de Deus.

Levar as cargas é mais importante pense nisso!

sábado, 25 de agosto de 2012

Querem o pão mas não querem a palavra? - Uma reflexão sobre a superficialidade do movimento atual!





Tenho como objetivo refletir em João 6 nessa postagem, um contraste entre o milagre  realizado por Cristo e a sua pregação. De fato o que vemos hoje é uma geração "instantânea", como já tinha escrito em uma postagem anterior que querem as coisas mas não querem o compromisso. Meditemos no capitulo sugerido (...)

Uma multidão seguia Jesus depois de ver os milagres que Ele realizara. Organizado, Jesus pede que a multidão se assente e realiza então a sua primeira multiplicação dos pães.

De acordo com o as tradições judaicas e historiadores, o povo chegava a pagar cerca de 30% de sua renda em impostos, fora os dízimos que, muitas vezes, eram arrancados à força pela elite sacerdotal. O clima de revolta contra os romanos era latente, mas nítido.

Diante desse quadro, um homem simples, amigo do povão, aparece curando os enfermos e saciando uma multidão de cerca de cinco mil homens. Oras, era literalmente a fome encontrando a vontade de comer. Imediatamente o povo quis coroar Jesus, que prontamente retirou-se sozinho para os montes.

Porém, o povão, determinado em coroar Jesus, persegue-o até encontrá-lo. Chega, então, já puxando conversa: "Jesus, quando você chegou aqui?" - ao que Jesus responde (mais ou menos) assim: "Eu sei porque vocês estão me procurando. Tão de barriga cheia, né!? Vocês precisam é crer em mim!", ao que o povo responde: "Vixe, por isso, não! Nossos pais comeram maná do céu. E você, Jesus... O que tem para nos oferecer?" (v. 26-33).

Eis o vislumbre hodierno. Quando me pego nos embates apologéticos da vida, sou categórico: "A culpa é do povo. Os apóstolos e profetas da atualidade simplesmente dão o que lhes pedem." A coisa é simples assim - a igreja que oferecer mais, leva! Lei básica da oferta e procura.

Quantos são curados na sua igreja por domingo? Quantos caem? Você ganha o copinho com água benzi... ops, ungida ou tem que levar de casa? Na sua igreja tem arca? Quantos atos proféticos vocês já fizeram esse ano? Tem fogueira? E shofar?

Meu irmão, chega a ser constrangedor dizer que lá na igreja a gente faz o louvor, recolhe uma oferta voluntária, reflete na Palavra e depois vai pra casa. Tá difícil competir com essas raves evangélicas que varam a noite e só terminam quando acaba a lã.

Mas cá pra nós? O povo gosta! E se disser que "hoje o teu milagre vai chegar" aí é que o povão fica satisfeito - dá até 30% de dízimo (rs), mesmo que não aconteça absolutamente nada, afinal, tem que ter fé... e muita, porque viver com 70% hoje em dia tá pela hora da morte.

Mas voltando à subversividade do evangelho da cruz, quando o povo ouve as palavras de Jesus, resmunga: "Ai, que palavra dura. Deixa quieto. Vão embora?". Então, como não tinha programa de rádio, TV ou construção de mega-templo em vista, Jesus diz pros doze: "E aí... Não querem ir também?"

Esse Jesus, hein... Dá até a impressão de que Ele não se interessa muito por quem vai à igreja apenas em busca de milagres. Sei lá... prefiro dizer como Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus" - isso me basta!

Não sabiam eles que o pão simbolizava a palavra, portanto não tem como aceitar o pão e rejeitar a pregação, Cristo apenas mostrava que de fato eles nunca o conheceram! Dura essa verdade né? Que fique como um alerta para nós...

Toda glória ao Senhor Jesus!


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Fugindo da responsabilidade: "A culpa é do diabo"




Desde que Adão colocou a culpa em Eva, que por sua vez repassou para a serpente, o homem tem o péssimo hábito de passar a culpa adiante. Minha sobrinha Lara, nem falava corretamente as palavras a alguns anos atras, mas quando a coisa apertava, já sabia apontar um culpado (claro que era qualquer um; que não fosse ela): "Foi o cachorro, foi o gato, foi A, foi B e assim por diante!".

O grupo de louvor está passando por momentos difíceis? O louvor não está fluindo? Estão brigando entre si? Culpa do diabo! Perdeu a chave... Não encontra os óculos? Foi o capiroto! Conta negativa? É o encosto! A balança entortou quando você subiu!? Adivinha... Encosto! E dos pesados!

Já cheguei a conclusão que em muitas igrejas o diabo não precisa se preocupar em colocar discórdia entre os ditos irmãos. Aliás, quando alguém diz que o inimigo está atuando para separar tal grupo, tenho certeza que o infeliz diz: "Eu??? Não me coloca no rolo! Não tive nada a ver com isso!". 

A verdade é que a maioria dos problemas das igrejas seriam resolvidos com um pouco de educação e bom senso. É verdade também que não podemos subestimar a atuação do diabo e suas hostes, embora alguns super-crentes o chamem pra batalha e digam que não têm medo de nada, ainda sou mais propenso a Judas 9:

"Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: 'O Senhor o repreenda'"


Quando os 72 discípulos enviados por Jesus voltaram de sua missão, voltaram rejubilantes porque haviam expulsado os demônios. Porém, Jesus lhes disse: "...alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus" (Lc. 10.20).

É tempo de deixar de lado as tais "batalhas espirituais" e refletir sobre as responsabilidades de nossas mazelas. Tem muita gente buscando armas espirituais para combater o inferno num verdadeiro Star Wars Evangélico, mas que ainda não aprendeu a respeitar o descanso do vizinho, apagar a luz ao sair de um ambiente ou a realmente pagar uma TV a cabo ao invés de puxar uma "extensão" do poste.

Quando Jesus nos convida a seguir-Lhe, não deixa dúvidas quanto aos principais requisitos do chamado: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!" (Mc. 8.34). Perceba que no imperativo dos três verbos não há menção do inimigo de nossas almas ou de qualquer terceiro na história. Concluo que meu maior inimigo sou eu mesmo!

Negar a si mesmo é o maior desafio de nossa era. Tudo é feito para satisfazer nosso eu. E se alguém já pensa em repassar a responsabilidade pro Diabo, lembre-se que o maior propagador da satisfação pessoal aqui na terra é o tal evangelho da prosperidade. Se bem que esse talvez tenha mesmo uma mãozinha do cão (rs).

Que possamos hoje mesmo, em nome de Jesus, assumir nossas responsabilidades para com o Reino de Deus e para com a vida, afinal, quem tem posto a mão no arado e olha para trás não é apto para a obra.

Fiquem na paz, sem culpar o diabo pelas falhas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um mistério tão misterioso que ninguém entendeu NADA!




Quem nunca participou de um culto supostamente benção e saiu de lá pensando o que foi pregado mesmo! Será que alguém que ler essa postagem já vivenciou algo semelhante? Durante minha caminhada cristã em meio a tanto fogo, muitas interrogações ficaram e via as pessoas que pularam e gritaram no culto saírem da igreja desnorteadas "sem rumo, sem direção"; será que esse fogo todo, o tal mistério como diz alguns, queimou também o seu bom senso?



Lembro de uma vez que um pseudo-pregador, estava fazendo o seu show e começou a falar em línguas sem parar, depois parava e perguntava a igreja: - Vocês estão entendendo o mistério?? Eu via claramente nos rostos dos irmãos a confusão com relação a aquilo que estava acontecendo. Mas o que me chama mais atenção é que no final do culto uma irmã estava na porta conversando com a outra e dizendo você viu como Deus é misterioso hoje o culto foi muito bom (afirmava a irmã)! Diante daquela cena não pude me conter e perguntei a irmã: - Irmã o que o Senhor disse hoje? Ela olhou para mim meio que desorientada e respondeu: - Irmão não sei! Mas Deus tem os seus mistérios.

Estou compartilhando essa historia por que acho muito estranho como as pessoas tentam se mostrar espirituais a todo custo. A coitada da irmã estava indo para a casa com a boca aberta pedido um pouquinho de pão; alguma palavra para sua alma, mas mesmo assim ainda dizia que estava no meio do mistério. 

Fico com as palavras de Paulo em 1Co 14, verso 6 em diante: 


"E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? 
Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?
Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.
Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação." 

E o fato é,  a palavra "mistério" tem se tornado uma obsessão na vida de alguns crentes. Quanto mais "enrolado for o rôlo", quanto menos se entender e, às vezes, quanto mais estranho for o negócio, mais crentes são atraídos para as coisas encobertas. Aliás, "as coisas encobertas são para Deus" (Dt. 29.29) tornou-se a frase genérica que finaliza qualquer discussão - uma paulada na cabeça de qualquer aspirante a pensador.



"Eis que entrarei no seu plá plá plá... e vou fazer um reboliço no seu prô prô prô...".



Bom, além de não me informar absolutamente nada, essa frase ainda tem uma conotação péssima! (rs) Ela não é invenção minha, confesso. Escuto essa piada desde que era menino. Mas a verdade é que existe um grupo de pessoas que não tem a menor paciência para conviver com Deus e ir, aos poucos, descobrindo a revelação de seus mistérios. Mas antes que meus "amigos do manto" me crucifiquem, quero trazer à memória algumas vezes que o Senhor falou comigo no meio do fogo (rs).


Eu era novo convertido e em um determinado dia, em um culto uma profeta (rs) apontou para uma irmã e disse seu sofrimento cessará amanhã sua luta terá fim. Sinceramente pensei "mais um revelamento - mistura de revelação com sentimento", mas no dia seguinte recebi a noticia que a irmã havia falecido. Conhecendo bem a historia da irmã percebi que aquela profecia fazia total sentido.

Porém, percebi que conforme fui crescendo, estudando a Palavra e tendo minhas próprias experiências com Deus, as manifestações proféticas ficaram cada vez mais escassas. Entendo que quando eu era menino, precisava de leite (I Co. 13.11). E eis aí o cerne do problema de muitos cristãos.

Por vivermos em um período em que tudo tem que vim mastigado, não temos mais paciência de cultivar uma verdadeira amizade com Deus. O Senhor Jesus disse que se fizéssemos Sua vontade, seríamos Seus amigos (Jo. 15.14). Nos esquecemos, porém, que mesmo uma amizade genuína é marcada algumas vezes por desentendimentos, frustrações, distanciamentos e até mesmo segredos não revelados.

É aqui onde percebo a beleza da amizade com Deus. Quando o Senhor apareceu a Jó, não lhe deu explicações sobre sua desgraça repentina, muito menos revelou Seus mistérios mais profundos. Não obstante, Jó se levanta das cinzas dizendo:"Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos te viram" (Jó. 42.5).

Sinceramente? Alguns dias tenho vontade de gritar da janela da sala (onde costumo falar com Deus pelas madrugadas) e dizer-lhe que estou farto de tanto mistério! Que a minha vida não faz o menor sentido. Outros dias, porém, e esses são mais frequentes (graças a Deus), digo-lhe com satisfação que embora não O entenda, continuo fascinado por Sua forma de trabalhar.

Não, amigo leitor, eu não tive respostas às minhas perguntas mais intrigantes. Também não tive nenhuma visão a cerca do meu ministério. Deus não me deu sonhos. Faz tempo que não ouço uma profecia. Já faz tempo que o mistério não é revelado. Porém, minha busca por Deus está cada vez mais emocionante. Sinto que quando abro uma porta desconhecida de minha fé, surgem novos questionamentos, mais trabalho pela frente, mais estudo da Palavra... E glória a Deus por isso!

Conselho de amigo - não busque respostas às suas perguntas. Respostas encerram histórias. Tal como aquele alpinista que chega ao topo do monte mais desafiador e ao fincar ali sua bandeira, grita: "Uhuuu... consegui!" - olha pra um lado, olha pra outro, respira fundo... a adrenalina acaba, ele tira a bandeira e volta pra casa. Com Deus, nunca chegarei ao pico. Ele sempre me levará cada vez mais alto. E mesmo que cada vez mais me falte o ar, tenho uma certeza: estou no caminho certo!


Fiquem na paz sem mistério,



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quem não lê bíblia inventa historia: Caçando dentes na boca de um sapo!





É muito comum escutar nos cultos e nas escolas bíblicas de muitas denominações que essa ou aquela marca é do "demo", que fulano e sicrana venderam a alma para o "cão" para alcançarem o sucesso com seus CDs e programas de TV ou empresas que fizeram um pacto com o demônio para tornar o seu produto rentável e bem aceito pelo público e em troca difundir o anti-cristo e o seu reino. Algumas afirmações chegam a ser absurdas e muitas até hilárias, chegando ao ponto de alguns lideres mais exaltados exigirem que seus fiéis queimem suas roupas de determinada marca ou deixem de consumir um determinado produto. Parece até piada (de mau gosto)!

Não estou afirmando aqui que isso não exista ou que eu não creia que haja pessoas e empresas que façam tais pactos, apenas ando muito preocupado com a enxurrada de "baboseiras gospel"que tem invadido nossas igrejas, nossos cultos e nossos lares, sem que os seus propagadores (pastores, lideres, professoras de escola dominical, etc.) tenham o devido cuidado de estudar e pesquisar o assunto antes de sair disseminando bobeiras e dando falsos testemunhos a "torto e a direito", sendo alvos de chacotas por não conseguirem provar o que estão dizendo e desacreditados ao depararem com algum fiel ou aluno mais esclarecido que questionam tais afirmações. 

Esses irmãozinhos mais esclarecidos são sempre tachados de incrédulos e acusados de estarem cegos e influenciados pelo "poder do inferno" contido nas roupas da tal marca que estão usando ou nos produtos que tem guardado na geladeira, os quais foram "oferecidos e dedicados ao capeta" e que se recusam a queimar ou jogar fora sem uma abordagem mais profunda e sólida, baseadas em fatos e dados, não apenas em histórias contadas por beltranos ou publicadas em sites duvidosos (sempre sem a indicação da fonte ou do autor) ou nas imaginações férteis de algumas pessoas que espiritualizam e demonilizam/diabolizam (se não existem essas palavras, então perdão, pois acabei de inventar!) tudo.

Gostaria de apresentar alguns exemplos de tais "baboseiras gospel" que já se tornaram "cult" no meio evangélico brasileiro:

1) Maionese Hellmann's

Possível pacto:
O nome Hellmann's significaria "homens do inferno", onde Hell = inferno e mann's = homens.

Refutação:
a) Homem em inglês é man (singular) e homens é men (plural) e não mann's. Outro detalhe está no apóstrofo (') antes da letra "s" ('s) que na língua inglesa indica propriedade ou posse, sendo assim Hellmann's significa "do Helmman".

b) O nome Hellmann's é devido ao sobrenome do imigrante alemão Richard Hellmann que, em 1903, chegou aos Estados Unidos e dois anos depois, inaugurou sua delicatessen em Nova York. O grande diferencial era o molho que Hellmann colocava nas saladas prontas que vendia. Este saboroso molho era a própria maionese fabricada por sua esposa.

Fica claro que a tradução "homens do inferno" é inaceitável, tanto pela semântica da língua inglesa, como por ser um sobrenome de origem alemã (toda a família Hellmann são "homens do inferno"?). Pronto, já não precisa mais jogar fora o seu pote de maionese, a não ser que esteja precisando de um regiminho.

2) Fido Dido

Possível pacto:
Fido Dido significa, num dialeto francês antigo, algo equivalente a "filho do diabo". Alguns sites alegam que o guri que estampa as camisetas da moçada seria uma imagem do movimento nova era e significaria o desleixo e a irresponsabilidade da juventude dos últimos tempos.

Refutação:
Fido Dido (pronuncia-se Faido Daido) é um personagem gráfico alto, magricela e com fios de cabelo espetados, trajando tênis, bermuda e camiseta que traduz o jeito excêntrico e descompromissado dos adolescentes. Foi criado em 1985, num guardanapo de bar em Nova York e é uma licença americana que representaria um jovem consumidor.

O primeiro nome viria do latim fidelis (fiel), e Dido foi uma rainha de Cartago, cidade rival de Roma antiga que tinha espírito jovem e alegre.

Fido Dido já foi usado para apoiar campanhas de grandes marcas de consumo, como fez a então Pepsi-Cola Brasil, em 1992, ao relançar no país o refrigerante sabor limão Seven Up, seguindo estratégia global. A empresa esperava conquistar 15% do mercado total de refrigerantes no Brasil em um ano com o apoio do personagem mas não funcionou (será que o tal pacto com o "filho do diabo" falhou?).

Afirmam que Fido Dido é uma expressão de um dialeto francês antigo, equivalente a "filho do diabo" só que ninguém conhecido (e respeitável) assina ou abona essa informação. Além disso, ninguém respeitável conhece o tal dialeto (?!) francês, até porque a língua francesa superou há séculos seus dialetos. Portanto, não precisa queimar e nem deixar de comprar suas roupas onde tem o tal mancebo estampado (a não ser que seja pirata, ok?!), pois trata-se de mais um boato entre tantos nos arraias evangélicos.

3) Hello Kitty

Possível pacto:
a) A palavra Hello, em inglês quer dizer olá. A palavra Kitty, é de origem chinesa e quer dizer demônio. Logo, Hello Kitty quer dizer: "olá demônio".

b) A desenhista da Hello Kitty estava grávida e o médico afirmou que o bebê teria várias deformações. A criança nasceu com tudo perfeito, mas com o passar dos dias foi percebido que seria uma criança muda, por isso em homenagem a sua filha, ela fez a Hello Kitty, sem a boca, mas perfeita, e linda.

c) Outra versão da história acima é que a Hello Kitty não tem boca, devido ao caso da garotinha ter nascido com um câncer na boca.

d) A Hello Kitty é um símbolo da nova era. A nova era é uma seita que vai contra todos os princípios de Deus. Ela busca criar símbolos "bonitinhos" para agradar a todos.

e) Hello Kitty vem da palavra "elohit" que em africano quer dizer demônio.

Refutação:
A Hello Kitty (Harokiti) foi criada originalmente pelo designer Ikuko Shimizu em 1974 (e não pela tal mulher grávida que deu à luz uma garotinha sem boca - logicamente muda - corroída por um câncer) para a empresa japonesa Sanrio. O personagem é a figura de uma gata branca com traços humanos que usa um laço ou flor na orelha esquerda e não possui boca. Nos desenhos animados Hello Kitty tem uma boca. Repararem que ela também não tem sobrancelhas (será outra pegadinha do tinhoso?!).

A bonequinha em forma de uma gatinha recebeu o nome em inglês porque a cultura britânica era popular entre as garotas japonesas na época da sua criação. O nome Kitty veio de um dos gatos que Alice criava no livroThrough the Looking-Glass de Lewis Carroll e não do idioma chinês ou do tal africanês (acho que inventei outra palavra... estou ficando bom nisso!). Aliás, sobre o suposto nome africano, que significaria "diabo", gostaria que me explicassem, apenas, em qual língua/dialeto foi encontrada tal expressão, pois na África existem centenas de línguas e dialetos. Não existe a língua "africana"!

Hello Kitty significa simplesmente "Olá, gatinha", então meninas, não precisam mais ficar com medo da mudinha vir te pegar de noite.

4) Coca Cola


Possível pacto:
Pegando o logotipo da Coca-Cola e virando ao contrário lemos a mensagem "alo diabo".


Refutação:
Essa é clássica! Precisa muita imaginação e uma tremenda vontade de "enxergar" o que se quer ver (ou o que querem que veja) aqui. Eu já virei o rótulo de tudo quanto é jeito e não consigo ver nada (será que fui cegado pelo inimigo?!) Confesso que até a palavra "alo" eu consigo identificar (devo estar apenas meio cego) mas o nome do "diacho" tá difícil de achar. Imaginação nunca foi o meu forte!


No lugar onde teria que aparecer o tal nome do diabo, a letra "d" não existe, nem a "i" e nem a "b". Eu, pelo menos, não consigo ver e nem identificar aquelas letras (devem ser do tal dialeto africanês ou francês!). Além do mais, Coca-Cola é uma marca americana vendida no mundo todo, então qual seria a vantagem para o "caramunhão" de se escrever uma mensagem subliminar em português?! Só se os donos da Coca-Cola estiverem de olho no mercado brasileiro por causa da concorrência da Dolly (vou virar o rótulo da Dolly também para ver se acho alguma coisa!)

Conclusão
Poderia estender esse artigo o quanto eu quisesse, pois exemplos de baboseiras gospel não faltam: a cruz invertida dentro de uma moto de marca famosa, uma fábrica de produtos de higiene pessoal que financia o movimento nova era, uma linha de perfumes bastante conhecida que fez um pacto para vender mais, e quem foi criança na década de 80 (assim como eu) irá se lembrar bem do boneco Fofão que "tinha um punhal dentro do corpo e que de noite tomava fôlego e matava as criancinhas desamparadas e entregues em seu soninho angelical, desferindo cruéis e mortais punhaladas". Essa história do Fofão começou como uma piada do filme Chuck e caiu na boca dos abençoados irmãos e irmãs que tem o "dom de línguas compridas" e se espalhou pelas igrejas de todo o país.

Amados pastores, lideres e professoras, tomem muito cuidado com o que vão pregar, ensinar e dizer nos seus púlpitos e classes. Estudem, analisem, ponderem. Não acreditem em tudo o que ouvem ou lêem, especialmente na Internet. Precisamos ter muito cuidado com esses tipos de informações que correm no movimento gospel, sempre injuriando e difamando sem provas algumas marcas ou empresas, atribuindo seus serviços e produtos à supostos pactos com o diabo. Isso é muito comum entre os evangélicos.

A Bíblia diz que nossa oração purifica as coisas que usamos (Cl 2.20-23; 1Tm 4.4-5) e nos aconselha a examinar tudo, retendo o que é bom. (I Ts. 5:21).

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