segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fui informado, pelos da casa de Cloe





1 Coríntios 1.11– Pois a vosso respeito, meus irmãos, fui informado, pelos da casa de Cloe, de que há contenda entre vós.


As conversas paralelas na igreja não são nenhuma novidade! Lembro-me quando uma irmã se aproximou da direção de jovens e afirmou com total certeza: - Eu vi um jovem fumando! Fiquei assustado com aquela afirmativa, mas sabendo quem era a fonte que estava me passando aquela informação, confesso duvidei na hora da credibilidade da mesma. Buscando saber o que havia acontecido, chegamos a seguinte conclusão: Um jovem estava subindo a escada para marcar a parte superior da porta onde haveria de cortar e como estava sobre a escada colocou um giz (branco) na boca ... Por incrível que pareça a irmã passou na hora e rapidamente tirou sua conclusão e correu para a igreja para contar a noticia quentinha. 

Preocupo-me muito com o comportamento de alguns irmãos. O problema passa de boca em boca e o autor da historia mirabolante nunca é revelado. Vocês leram à pouco a simulação de uma historia verdadeira que acontece freqüentemente nas igrejas. O problema é que muitos aceitam historias desse tipo anônimas e nem procuram saber sua procedência. Parece que a covardia, ou diria, o medo de se envolver tem provocado esse fenômeno. Ele não se responsabiliza pela informação que dá. 

Compreendo que uma denúncia, obrigatoriamente, tem de vir acompanhada do nome do denunciante. A falta do nome dá descrédito à informação. Somente com o nome do denunciante é que se verificará a autenticidade da informação recebida. Paulo não caiu nessa armadilha e o denunciante dos acontecimentos errados na igreja de Corinto não se omitiu. 

Paulo disse: “Fui informado, pelos da casa de Cloe”. Ele sabia quem estava causando problemas e informou o nome do seu informante. Às vezes pessoas trazem ao pastor da igreja um problema de outro irmão. Aí ele pede: Pastor, não diz que fui eu quem te falou. Tá bom! Como o pastor vai tratar com clareza de um problema pessoal de alguém se não puder citar a fonte. Se perguntado sobre a fonte, o pastor deverá mentir? É claro que em muitos casos a revelação do denunciante não é necessária, mas em outros casos a revelação de quem o denunciou é de importância primordial. 

Creio que os irmãos não devem ter medo e muito menos receio de que o irmão que está vivendo um erro saiba o fonte da denúncia. O ladrão se esconde; o mentiroso se esconde; o picareta se esconde; o enganador também, mas todos aqueles que falam a verdade não devem e não podem se envergonhar por ter trazido a quem tem autoridade de julgar a informação que ele necessita para tirar do meio dos irmãos o irmão ou a irmã que deliberadamente está vivendo em pecado. 

Tem informações? Quem é sua fonte?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O livre-arbítrio não existe, dizem neurocientistas

                               




Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas tomadas pelo cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne


Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare. No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. "Há momentos", diz ele, "em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos."

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real". A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa. Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento — Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne - e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor. Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente.

Um deles foi publicado no periódico científico PLoS ONE, em junho de 2011, com resultados impactantes. O pesquisador Stefan Bode e sua equipe realizaram exames de ressonância magnética em 12 voluntários, todos entre 22 e 29 anos de idade. Assim como o experimento de Libet, a tarefa era apertar um botão, com a mão direita ou a esquerda. Resultado: os pesquisadores conseguiram prever qual seria a decisão tomada pelos voluntários sete segundos antes d eeles tomarem consciência do que faziam.




"Neurocirurgiões usaram um eletrodo para estimular um determinado local da área motora do cérebro. Como consequência, o paciente manifestou em seguida o desejo de levantar a mão", disse Haggard em entrevista ao site de VEJA. "Isso evidencia que já existe atividade cerebral antes de qualquer decisão que a gente tome, seja ela motora ou sentimental."

O psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, demonstrou que grande parte dos julgamentos morais também é feito de maneira automática, com influência direta de fortes sentimentos associados a certo e errado. Não há racionalização. Segundo o pesquisador, certas escolhas morais – como a de rejeitar o incesto – foram selecionadas pela evolução, porque funcionou em diversas situações para evitar descendentes menos saudáveis pela expressão de genes recessivos. É algo inato e, por isso, comum e universal a todas as culturas. Para a neurociência, é mais um dos exemplos de como o cérebro traz à tona algo que aprendeu para conservar a espécie.


O determinismo pela História

386: Agostinho de Hipona

Nos três volumes da obra De Libero Arbitrio (Sobre o livre-arbítrio), Santo Agostinho rebate o maniqueísmo, teoria que defende que o mundo é dividido entre bem e mal. Defensor ferrenho do livre-arbítrio após sua conversão ao cristianismo, Agostinho acreditava que o mal era fruto da liberdade humana mal utilizada. Como Deus havia criado o homem livre para fazer suas próprias escolhas, cabe a ele agir de forma consciente e escolher entre o bem e o mal.

Década de 1530: João Calvino

O Calvinismo, movimento religioso protestante, tem suas raízes na Reforma iniciada no século XVI na Europa. A ideologia define que Deus, criador supremo de todas as coisas, governa o mundo. Por isso, o homem já nasce predestinado àquele futuro – às graças os escolhidos, ao inferno os demais.

1677: Espinoza

A publicação póstuma de Ética, do filósofo holandês Bento Espinoza, é uma das marcas de sua posição contrária à teoria de Descartes - que defende em 1641 que existe a cisão entre corpo e mente. Para Espinoza, esse dualismo não existe e tudo - como o comportamento humano - é determinado pela natureza e acontece em função da necessidade. Nossa liberdade estaria, então, na capacidade de reconhecermos que somos seres determinados e de entender por que agimos da maneira como agimos.

1687: Isaac Newton

Segundo as teorias do físico inglês, o Universo é regido por leis fixas, determinadas no momento em que ele foi estabelecido. Assim, é possível comparar as partículas básicas do mundo às bolas em uma mesa de bilhar: elas se movem e se chocam de maneiras previsíveis, que levam a resultados já esperados. Isso porque seu comportamento é pré-determinado. Ou seja, para Newton, o Universo é uma grande engrenagem que segue seu fluxo determinado - nesse cenário, os homens seriam as peças do grande maquinário.

1718: Voltaire

Apesar de defender a emancipação humana e as reformas sociais, o pensador francês se aproximou das teorias deterministas - acredita-se que pela influência de Isaac Newton. “Se alguém olhar com cuidado, verá que a doutrina contrária àquela do destino é absurda.” 

1896: James Mark Baldwin

Para o psicólogo americano, embora alguns comportamentos adquiridos durante a vida não sejam hereditários, a tendência a adquiri-los pode ser. Um exemplo seria o medo de cobra. O medo em si não é hereditário, mas a tendência a temer o animal, sim. Essa tendência é passada de geração a geração com um único fim: a preservação da espécie.

1920: Albert Einstein

"Sobre a liberdade humana, no sentido filosófico, sou definitivamente um descrente. Todo mundo age não só sob compulsão externa, mas também de acordo com uma necessidade interior. (...) Não acredito em liberdade de arbítrio. Esse reconhecimento de não-liberdade me protege de levar a mim e aos demais homens muito à sério, como agir e julgar os indivíduos e perder o bom humor.”

1945: Burrhus F. Skinner

O psicólogo americano é uma das referências do Behaviorismo Radical. Para Skinner, o homem é uma entidade única, já que sua teoria refuta a ideia da divisão entre corpo e mente. Em seu livro Além da Liberdade e da Dignidade, o psicólogo rejeitou noções como a do livre-arbítrio e defendeu que todo comportamento é determinado pelo ambiente, embora a relação do indivíduo com o meio seja de interação, e não passiva.


A mente como produto do cérebro — Como o cérebro já se encarregou de decidir o que fazer – e o ato está feito —, é preciso contextualizar a situação. É aí que entra a nossa consciência. Ela também é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu 'dono' que o responsável foi ele.


Em outras palavras: quando você para, pensa e toma decisões pontuais, tem a sensação de que um eu consciente e racional, separado do cérebro, segura as rédeas de sua vida. Mas para cientistas como Michael Gazzaniga, coordenador do Centro para o Estudo da Mente da Universidade da Califórnia e um dos maiores expoentes da neurociência na atualidade, não existe essa diferenciação. Segundo ele, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana. "Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você", diz Gazzaniga, que, em seu mais recente livro, Who’s in Charge – Free Will and the Science of the Brain (Quem está no comando – livre-arbítrio e a ciência do cérebro, sem edição em português), esmiúça a mecânica cerebral das decisões. 

Michio Kaku, um dos principais físicos da atualidade, explica o livre-arbítrio do ponto de vista da física:






Segundo Gazzaniga, o cérebro humano fabula o tempo todo. A invenção de pequenas histórias para explicar nossas escolhas seria uma maneira sagaz de estruturar nossa experiência cotidiana. Essa estrutura narrativa, segundo Patrick Haggard, tem um significado importante na evolução humana.


"Criar histórias sobre as nossas ações pode ser útil para quando nos depararmos com situações similares no futuro. É assim que iremos decidir como agir, relembrando resultados anteriores", diz. Ou seja, funcionamos na base do acerto e do erro, e da cópia do comportamento de pessoas próximas – principalmente nossos familiares. "Por isso a educação das crianças é tão importante. É um momento em que o cérebro absorve uma grande carga de informações e está sendo moldado, criando parâmetros para saber como se portar, como viver em sociedade."


Steven Pinker, psicólogo da Universidade de Harvard e autor do livro Como a Mente Funciona, fala sobre o livre-arbítrio: 




Dúvidas — Em artigo publicado no periódico Advances in Cognitive Psychology, o pesquisador W. R. Klemm coloca em xeque a metodologia usada em diversos dos experimentos recentes da neurociência. Segundo Klemm, que é professor na Universidade do Texas e autor do livro Atoms of Mind. The 'Ghost in the Machine' Materializes (Átomos da mente. O fantasma da máquina se materializa, sem edição no Brasil) alguns estudos sugerem que não é possível medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si. O que poderia colocar abaixo toda a tese da turma de Gazzaniga.


O argumento principal do pesquisador, no entanto, recai sobre a generalização dos testes. "Não é porque algumas escolhas são feitas antes da consciência em uma tarefa, que temos a prova de que toda a vida mental é governada desta maneira", escreve no artigo. Klemm defende ainda a tese de que atividades mais complexas do que apertar um botão ou reconhecer uma imagem devem ser feitas de maneiras muito mais complexas. "Os experimentos feitos são muito limitados."

Ainda que as pesquisas estejam corretas, os próprios neurocientistas reconhecem que a ideia de um mundo sem livre-arbítrio provoca estranhamento. Eles se esforçam, sobretudo, para conciliar sua teoria com o problema da responsabilidade pessoal. "Mesmo que a gente viva em um universo determinista, devemos todos ser responsáveis por nossas ações", afirma Gazzaniga. "A estrutura social entraria em caos se a partir de hoje qualquer um pudesse matar ou roubar, com base no argumento simplista de 'meu cérebro mandou fazer isso'."

Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados. "Creio que ciência e ética são dois sistemas isolados de que as mesmas entidades fazem uso, assim como pôquer e bridge são dois jogos diferentes que usam o mesmo baralho", escreve ele no livro Como a Mente Funciona. "O livre-arbítrio é uma idealização que torna possível o jogo da ética."

Continuariamos, assim, a viver no mundo descrito por Cássio em Júlio César. "Há momentos em que os homens são donos de seu fardo", diz ele. Neurocientistas como Pinker estão prontos a concordar com isso - desde que se entenda o livre-arbítrio como uma ilusão necessária para o jogo das leis e da ética - e desde que se ponha o cérebro o lugar dos astros, como o grande condutor de nossos atos.


Fonte: Revista Veja

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estando sem saber onde está ...





E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás?” Gn 3:9


A queda de fato desestabilizou todas as coisas. Toda ordem se desfez no momento em que Adão e sua esposa deliberadamente desobedeceram a Deus. O pecado entrou no mundo e todo o cosmos se desestruturou: “maldita é a terra por tua causa” (3:17).

Contudo, a primeira reação de Deus não foi condenar a Terra, mas procurar o homem. Deus sabia que Adão estava fisicamente no Jardim. Mas apesar de estar fisicamente ali, espiritualmente, o homem estava absurdamente longe de Deus. O “onde” se refere a posição de Adão em relação a Deus. Antes ele estava no convívio perfeito. Na ligação perfeita. Na vida perfeita. Agora ele estava morto. O rompimento foi tão forte, que a realidade espiritual do homem a partir de então, conforme a palavra de Deus, era de morte.

Assim, a questão não era tanto a localização de Adão, mas sua condição. Seu ser, sua essência, sua semelhança com o Criador, se haviam perdido em sua desobediência. A própria resposta de Adão revela isso: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (3.10).

Em outras palavras: “Ouvi a tua voz no jardim, e ela já não me era mais amigável. Ouvi tua voz e ela já não me dava alívio. Ouvi a tua voz e ela já não mais fazia meu coração romper de alegria. Olhei para mim e vi que já era o mesmo. Percebi o quão terrível é a minha nudez. Já não sinto mais o desejo de correr em Tua direção para longamente conversarmos. Estou com muito medo...”

Ainda hoje, as coisas seguem a mesma ordem. Primeiro o indivíduo se afasta de Deus, depois todas as coisas ao seu redor começam a ruir. Tudo fica mais difícil. Não me refiro à vida financeira propriamente dita, apesar de esta também poder ser abalada. Nem sempre o afastar-se de Deus, é acompanhado de derrocada financeira. Alguns amigos que se afastaram do evangelho já me revelaram que sua condição financeira até melhorou um pouco. Algumas vezes o contrário é verdadeiro. A gente se aproxima de Deus, e o bolso parece que furou. É bom pra gente aprender a depender mais de Deus.

Mas eu me refiro a muito mais que dinheiro. Refiro-me a todo o sabor que as coisas da vida têm. Tudo se torna mais amargo. Mais doloroso. Conquistar o pão de cada dia se torna uma tarefa maçante, pesada, cheia de desprazer. O chefe é um carrasco. A empresa é uma porcaria. A profissão não é prazerosa.

Até mesmo na hora do usufruto das conquistas. Gastar o fruto do trabalho pode proporcionar leve prazer, mas não preenche as aspirações do coração. Além disso, as coisas que antes causavam náusea, agora se tornam mais atrativas. O pecado ganha sabor. Ainda que seja como comer um pedaço de isopor temperado.

Tudo isso ocorre por quê? Porque o prazer de uma vida enlaçada à vida de Deus, se tornou obsoleto, diante da oportunidade de uma vida “livre”. Porque o “conhecimento do bem e do mal” se tornou mais atrativo que o relacionamento com o Bem em pessoa. Assim troca-se a oportunidade de ser, pelo engano de ter. A promessa da Vida, pela certeza da morte.

Diante disso eu pergunto: Onde está você? Também não quero saber localização, mas a sua condição diante de Deus. Não importa tanto se fisicamente você tem estado na igreja, mas onde está seu ser, sua vontade, seu desejo, seu coração, sua mente, dentro e fora dela.

Lembre-se que tudo o mais na sua vida, dependerá de onde você está. Dependerá da sua relação com seu Criador, e Redentor. Todo o sabor da vida. Todo o prazer de existir. Todo o gozo de ser. Tudo isso e todo o resto dependem totalmente da resposta que você dará a esta pergunta: onde está você?

Você sabe?

terça-feira, 26 de março de 2013

Leopardo arrependido




Neste post não tenho muito o que falar, quando assisti este vídeo senti no coração de compartilhá-lo aqui no blog.

O vídeo fala por si mesmo. Atente alem das imagens para a legenda e para a canção, Deus falará ao seu coração. Pois todos nós precisamos do arrependimento, não do remorso; e esse arrependimento não acontece apenas uma vez na vida, pois somos seres errantes, pecadores, então o arrependimento deve ser diário. 

O arrependimento causa mudanças em nós, na nossa postura. Ainda há tempo para mudar, ainda há tempo para reparar os erros que cometemos. Deus, hoje, através de Cristo nos dá essa oportunidade. 

Assista, é impactante a atitude deste leopardo.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sugestão + emoção = Operação do erro




Ontem quando cheguei em casa e abrir meu e-mail tive uma surpresa! O texto que estou reproduzindo abaixo é parte do texto, que um amigo me enviou via e-mail...

Lamentável a observação, mas não deixa de ser bem verdadeiro!

Leiam: 

Já assisti o filme do exorcista sozinho à noite, e nem chegou a ser uma experiência desagradável. Mas o que presenciei nesta madrugada foi um show de horrores da vida real. Mulheres e homens girando numa espécie de transe, outros se contorcendo no chão como se quisessem sair do próprio corpo ou se dividir em dois, outros ainda movendo a cabeça e o corpo para todos os lados num ritmo frenético. Um “pregador” de repente sai correndo do púlpito sacudindo os braços acima da cabeça, como se atacado por um enxame de abelhas. Um homem, que penso ter recebido alguma “unção símia”, dá cambalhotas e se contorce diante do púlpito como um babuíno enlouquecido. Tomadas gerais das reuniões mostram pessoas correndo de um lado para outro, sem objetivo, metáfora perfeita para quem perdeu o rumo da espiritualidade.

Alguns vídeos, a título de comparação, mostravam rituais de candomblé, umbanda e até vodu, e as semelhanças impressionam. Algumas reteteanas usavam vestidos brancos, como nos terreiros, e pelo menos um dos dirigentes se vestia como pai de santo. O ritmo dos hinos e corinhos de fogo é o mesmo e parece ter a intenção de levar o povo ao transe. A diferença está na reunião em si: os cultos daquelas religiões, apesar de não serem espetáculos bonitos, são bem mais ordeiros.

Foi então que pensei: “Se o reteté fosse poder de Deus, alguns textos da Bíblia teriam de ser reformulados”. Lembrei logo uma importante passagem paulina, que considero normativa para o culto cristão: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”. Creio que ficaria mais ou menos assim:


Quando vos reunis, cada um de vós tem corinho com tema pirotécnico, tem doutrinas estranhas, tem revelação de Orkut, tem expressões corporais esquisitas, tem gritos assustadores, tem cai-cai, tem aviãozinho, tem imitação de animais, e assim por diante. Faça-se tudo para satisfação da carne, conforme vos der na telha.

O mais perturbador, mesmo não sendo novidade para ninguém, é que esses festivais de carnalidade, camuflados em vigílias e encontros de “vasos” e “tochas”, já se infiltraram em muitas Assembleias de Deus. 

Então pergunto: 

Que visão têm os pastores dessas igrejas? 

Eles pertencem à CGADB? 

E a própria Convenção, já discutiu ou pretende discutir o assunto? 

Ou a nossa liderança maior prefere contar votos a expurgar o mal da igreja?


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Duvido!




"Se você está tranquilo... é porque está mal informado" (frase escrita num muro em São Paulo)

O professor Alfonso López Quintás escreveu que "hoje, nem tudo está perdido, mas tudo está ameaçado". A suspeita domina. É difícil sentir-se completamente confortável na igreja de hoje. A "criatividade" duvidosa (por vezes, dolorosa) produz do ridículo ao bizarro em mísera meia hora de "culto".


Assumo: tô duvidando de tudo! Surge mais um apóstolo: duvido! Inventam mais uma "unção poderosa da sagrada fé": duvido! Acontece mais uma "micareta evangélica": duvido! Ocorre mais um surto de "milagromania": duvido! Outro "profeta" solta a "verborréia" (como diz o professor Gabriel Perissé), e eu duvido! Minha veia bereana fica alucinada toda vez que essas "coisas" ocorrem.


A salvação está na dúvida! Está na coragem de denunciar o óbvio. Na liberdade para ser do contra. Na alegria em não ser parte da mesma engrenagem tendenciosa do evangelicalismo de mercado da atualidade. Essa feira teológica é deprimente.


Por favor, chega daquelas fugas do tipo: "só devemos orar"; "não toque nos ungidos..."; "cada um tem um ministério..." Essas fugas são apenas asmuletas que alguns usam para iludir as próprias pernas. Em nome do "ministério" surge cada palhaçada... Em nome dessa tal "unção", os púlpitos estão lotados de vigaristas da religiosidade. Em nome da "oração", a gente deixa a coisa correr... só Deus sabe para onde.


Um amigo meu, dos tempos de seminário, escreveu em sua página do Orkut: "Não me envergonho do evangelho, mas morro de vergonha dos evangélicos!" Por mais doloroso que seja, preciso concordar com ele. Duvido porque sei que o que vejo hoje não é digno do meu esfoço de fé.


Duvide! Não leve pra casa esse marmitex religioso apodrecido.Isso é o pecado da gula! Comer só por comer e beber só por beber, é matar de fome e sede nosso ser!


Aliás, fique à vontade pra duvidar desse texto também!



Alan Brizotti

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O que a migração dos golfinhos dirá sobre os acontecimentos futuros?





Um fato no mínimo curioso aconteceu entre dois à três dias atrás em San Diego, Califórnia - EUA.


Um grupo de 100 mil, isso mesmo, 100 mil golfinhos está realizando um processo de migração para uma região ainda não exatamente definida. Agora você pode me dizer que isso é totalmente comum, correto?, podemos dizer que sim, mas vamos analisar os fatos. (Abaixo o vídeo dos animais migrando).




Geralmente, os golfinhos praticam uma migração buscando alimento ou mesmo apenas por mudanças de ambiente e, quando fazem isso, montam um grupo de no máximo 200 animais. 

O mais intrigante mesmo é lembrar do Tsunami de 2004 na Tailândia (Sismo do Índico), cujo causou um número de 285 mil mortos. Mas o que isso tem a ver com os animais? A resposta é simples, tem a ver que nesse período, os Elefantes da região, se comportaram de forma muito 'estranha' e fugiram para as colinas, salvando-se da catástrofe. 

Outro fato simples, para nos ajudar a pensar, foi a migração de quatorze tubarões galha-preta, que residiam no litoral da Flórida, para outra região e que após isso, surge o furacão Charley. Esses animais mantiveram-se afastados por duas semanas do local. 

Os animais são seres sensíveis a essas situações naturais, por exemplo, ratos fogem de construções antes de quedas, ursos acordam de suas hibernações antes de fatos, animais aquáticos pulam para além da superfície da água, cachorros mudam seus comportamentos e odores ao sentirem ameaçados naturalmente (quando digo naturalmente é pela natureza e não pelo resultado do ser humano). 

Agora reunimos os fatos. Os animais sentem o que irá acontecer, os golfinhos estão praticando um fato isolado e não é um grupo comum, é um grupo de 100 mil. Muitos cientistas e pessoas, esculacham a situação. A questão é esperar se irá acontecer algo na região de San Diego, ou não.

Será???

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