domingo, 19 de junho de 2011

Apostasia dessimulada



Por: John F. MacArthur Jr.


Como os Falsos Mestres se Introduzem Furtivamente na Igreja


Você pode não reconhecer, necessariamente, um falso mestre pela sua aparência. Afinal de contas, todo líder religioso falso é “religioso” por definição. Ter uma aparência de santo é uma parte do “perfil de emprego” dele. Jesus se referiu aos promotores de religião falsa como lobos e pele de ovelhas (Mateus 7.15) e “sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas ... cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mateus 23.27). Em outras palavras, a religião deles é uma tentativa de camuflagem sagaz.

Assim como os fariseus que Jesus qualificou com essas palavras, muitos dos falsos mestres são hábeis em fingir piedade. A máscara deles pode ser bastante convincente. Eles mantêm uma máscara de encanto e de inocência, cuidadosamente lustrada – e, pelo menos, a aparência de algum tipo de “espiritualidade”. Eles aparecem habitualmente com sorrisos permanentes, palavras cordiais, personalidades agradáveis e vocabulário cheio de palavras bíblicas e espirituais. (...)

Em geral, eles fazem um bom trabalho de imitar o fruto do Espírito Santo. Disfarçam-se como ministros de justiça (2Coríntios 11.14-15). Parecem bem sinceros. Eles se mostram, falam e parecem inofensivos. Sabem empregar linguagem que soa espiritual. Conseguem até citar a Escritura com certo grau de habilidade. Conhecem suficiente bem a verdade, a fim de usá-la para atingir seus próprios propósitos – e, às vezes, se protegem atrás de uma verdade, enquanto atacam outra verdade. Sabem exatamente como conquistar a confiança e aceitação do povo de Deus. (...)

Parece que o inimigo semeia seu joio aonde quer que o evangelho vá. O Novo Testamento indica que falsos mestres surgiram bem cedo, de quase todos os lugares alcançados pela igreja primitiva. Não esqueça que todos os escritos do Novo Testamento abordam, em um ou outro momento, a questão do falso ensino dentro da igreja. (...) Ele (Cristo em Apocalipse 2.2, 6, 9) repreende aqueles que parecem não ter consciência do problema – ou aqueles que (pior ainda) toleram deliberadamente os hereges em suas congregações (Apocalipse 2.14-16, 20). (...)

A maneira de Paulo lidar com os judaizantes é a única maneira correta de responder aos falsos mestres que corrompem ou comprometem elementos essenciais do evangelho. Devem ser desmascarados e revelados como eles realmente são; e suas doutrinas, refutadas com a proclamação clara da verdade proveniente das Escrituras. Foi exatamente isso que Judas pediu (verso 3), quando nos ordenou a batalharmos diligentemente pela fé. (...)

Os hereges continuam a surgir de dentro da própria igreja e a exigir reconhecimento e tolerância da parte dos cristãos, enquanto se esforçam muito para subverter os próprios alicerces da fé verdadeira. Estão até repetindo todas as mesmas mentiras (condenadas no passado). É necessário que seus ensinos sejam confrontados e claramente refutados com a clara verdade da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse algo semelhante, mas em linguagem mais enfática: “É preciso fazê-los calar” (Tito 1.11). (...)

A queixa deles (crentes descompromissados e ou hereges) se tornou um refrão familiar: “por que você não pega mais leve? Por que não diminui a campanha para refutar as doutrinas com as quais você não concorda? Por que você critica constantemente aquilo que os outros cristãos estão ensinando? Afinal de contas, todos cremos no mesmo Jesus”.

Mas as Escrituras nos advertem, com clareza e reiteradas vezes, que nem todos aqueles que declaram crer em Jesus realmente crêem. O próprio Jesus disse que muitos alegariam conhecê-Lo, sem realmente conhecê-Lo (Mateus 7.22-23). Satanás e seus ministros sempre se disfarçam de ministros de justiça (2Coríntios 11.15). Não ignoramos as armações ardis de Satanás (2Coríntios 2.11). Afinal, essa tem sido a estratégia dele, desde o início.


Senhores que lêem o Ecclesia Reformanda, vocês conhecem alguém que se encaixa nestas características? Que como no início da argumentação do MacArthur, se mostram sorridentes, piedosos, amorosos, “abençoadores”, sempre com uma palavra de conciliação e de ajuda? Infelizmente, eu conheço vários. Conheço também, minha responsabilidade de não me conformar a essa situação. Faço coro a Judas: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (2). E você???

Referências:
(1) A Guerra Pela Verdade – Lutando por certeza numa época de engano – John F. MacArthur Jr – Fiel, p. 110-112, 114, 120, 127-129;
(2) Judas 3.

- John Macarthur é conferencista internacional - é autor de mais de 150 livros, muitos dos quais são best-sellers, e alguns deles publicados no Brasil. É pastor da Grace Community Church, em Sun Valley, Califórnia, desde 1969. É presidente do The Masters College and Seminary e do ministério Grace to You (Graça Para Você), transmitido diariamente em cadeia nacional e em diversos países pelo mundo.

Fonte: [ Ecclesia Semper Reformanda Est ]
.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A família sob ataque



Por Rev. Hernandes Dias Lopes


A família brasileira está encurralada por crises medonhas. Há uma orquestração perversa contra essa vetusta instituição divina, com o propósito de solapar seus alicerces e desconstruir seus valores. Abordaremos, aqui, quatro forças poderosas que se voltam contra a família nos dias presentâneo.

1. A mídia televisiva. A televisão é ainda o mais poderoso instrumento de comunicação de massa em nossa nação. É considerada o quarto poder. A televisão brasileira é conhecida em todo o mundo pela sua descompostura moral. As telenovelas brasileiras são as mais imorais do mundo. Talvez nunhum fenômeno exerça mais influência sobre a família brasileira do que as telenovelas da Rede Globo. O argumento usado para essa prática é que a televisão apenas retrata a realidade. Ledo engano. A televisão induz a opinião pública. Ela não informa, mas deforma. Não esclarece, mas deturpa. Agora, de forma desavergonhada a televisão brasileira abraçou a causa homossexual com o propósito de induzir a sociedade a aceitar como opção legítima a relação homoafetiva. Não se trata de um esclarecimento ao povo sobre o referido assunto, mas uma indução tendenciosa. Os programas que tratam da matéria são feitos com a intenção de escarnecer dos valores morais que sempre regeram a família e exaltar a prática homossexual, que a Escritura chama de um erro, uma torpeza, uma abominação, uma disposição mental reprovável, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).

2. A suprema corte. A suprema corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, legitimou os direitos da relação homoafetiva. A nação brasileira já colocou o pé na estrada do relativismo moral, da absolutização do erro, do desbarrancamento da virtude, da conspiração irremediável contra a família. Os juízes de escol da nossa nação reconheceram como legal e moral a relação de um homem com um homem e de uma mulher com uma mulher. Precisaremos, portanto, redefinir o verbete casamento e criar um novo conceito para família. Estamos colocando os valores morais de ponta cabeça. Estamos desmoronando o que Deus edificou. Estamos nos insurgindo não apenas contra a família, mas contra o próprio Deus que instituiu o casamento e estabeleceu a família. Desta forma, julgamo-nos sábios, tornamo-nos loucos, pois ninguém pode desfazer o que Deus faz e ninguém pode insurgir-se contra Deus e prevalecer.

3. O ministério da educação. Com os recursos suados dos trabalhadores brasileiros que, com dignidade lutam para o progresso da nação, o ministério da educação está lançando um kit gay, para ser distribuído nas escolas públicas, cuja finalidade, mais uma vez, não é esclarecer crianças e adolescentes sobre a sexualidade, mas induzi-los à prática homossexual. Querem tirar das famílias o privilégio de orientar seus filhos. Querem domesticar a consciência das nossas crianças, induzindo-as a essa prática que avilta o ser humano, escarnece da família e afronta ao criador. É preciso tocar a trombeta aos ouvidos da sociedade, para repudiar essa iniciativa infeliz do ministério da educação, que em vez de sair em defesa da família, e promover a educação, lança sobre ela seus dardos mais mortíferos. Em virtude da pressão da bancada evangélica e não por dever de consciência, nestes últimos dias, a presidente mandou suspender o referido kit.

4. O congresso nacional. Está na pauta do congresso nacional um projeto de lei que visa criminalizar aqueles que se manifestarem contra a prática homossexual, contrariando, assim, a constituição federal, que nos faculta a liberdade de consciência e de expressão. Contrariando, outrossim, os preceitos da Palavra de Deus que, considera a relação homossexual como algo contrário à natureza e uma abominação para Deus (Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1Co 6.9-11). Essa lei visa não apenas legitimar o ilegítimo, tornar moral o imoral, mas também, punir com os rigores da lei, aqueles que, por dever de consciência, não podem se curvar ao erro. Povo de Deus, não podemos nos calar diante dessas ameaças!

sábado, 4 de junho de 2011

Uma mensagem para a geração Cristã do século XXI



O cristianismo moderno entrou em cena com a era das máquinas. Os homens inventaram as máquinas com dois objetivos. Queriam obter trabalho importante com maior rapidez e facilidade do que se poderia conseguir manualmente,  e queriam executar o trabalho de modo que pudessem dedicar tempo a objetivos mais de acordo com seus gostos, tais como o lazer ocioso e o  gozo dos prazeres do mundo. Ora, o cristianismo atual serve aos mesmos objetivos na religião. Dispensa o passado, garante o futuro e dá ao cristão liberdade para seguir as mais refinadas luxúrias da carne com plena boa consciência e com um míninmo de restrição.



Que Deus nos ajude ...




domingo, 15 de maio de 2011

Existe um plano ou fazemos parte do acaso?

Mas não sabem os pensamentos do SENHOR, nem lhe entendem o plano que as ajuntou como feixes na eira. (Miquéias 4:12)


Sempre comentamos que há um plano e que Deus o conduz. Como podemos afirmar que há um plano? Que Deus está no controle de todas as coisas? É o que clamamos ao Senhor para nos ensinar nesta manhã.



Domingo passado nos voltamos para considerar a responsabilidade que pesa sobre cada um na escolha feita por Cristo. Fomos escolhidos para produzir frutos. É sempre oportuno reafirmarmos que fruto é o que manifestamos, e nunca o que recebemos. Equivocados estamos quando pensamos que nossa saúde, bens, conquistas pessoais são frutos. Nisto vemos a bondade de Deus e não nossos frutos. Nosso frutos são nossa vida, a maneira como nos relacionamos com o Santo, conosco próprio, com os outros, em nossas casas, no trabalho, negócios, na escola, faculdade. Isto define o fruto produzido. Assim, podemos aferir nosso fruto, pela imagem de Cristo que refletimos ao mundo. Nada valerá, nada mesmo, bradar aos quatro cantos ser cristão e manifestar virtudes mesquinhas, a linguagem mundana, a moral secular, o compartilhamento das obras das trevas, a fraqueza de caráter. Isto é próprio de católicos, espíritas, neopentecostais e demais seitas.

Hoje precisamos buscar argumentos, os textos que nos levem ao convencimento que a história humana é, em todos seus aspectos, o desenrolar de um grande plano, orquestrado e executado pelo Todo-Poderoso. Sei, não percorreremos exaustivamente os corredores dos palácios da sabedoria, mas espero que luzes que entram pelos vitrais sejam emanadas pelo Santo Espírito, de forma a sairmos daqui repletos da segurança celestial que há apenas em Cristo. O convencimento pelo convencimento, sem arrependimento não exalta o Senhor de toda a terra.

Caso tenhamos inscritos em nossos corações que ser santo é viver em novidade de vida, longe daquilo que éramos, podemos prosseguir, caso contrário, o arrependimento é a porta para descoberta da importância do plano de Deus, ou toda a audição será vã.




Voltemos ao início, voltemos à criação, Gênesis, nele percebemos que há uma ordem lógica na criação. O Senhor dispõe os reinos como se fossem camadas, cada uma subsistindo da anterior. Até ao ápice da criação do homem e mulher. Não podemos, sem venalidade, ignorar a inteligência na execução da criação, um plano para estabelecer a harmonia necessária para o início da vida.
Saímos da criação e logo nos deparamos com o registro surpreendente e inexplicável do pecado. De pronto, é tratado pelo Senhor com o derramamento do sangue inocente e pela promessa da vinda da Semente da mulher. Perceptível que o tratamento dado flui da perspectiva de que o acontecido era um fato possível. Mas uma vez nos deparamos com o fato irrefutável da existência de um plano. E, desta feita, envolve um aspecto mais profundo e particular das criaturas, e que afeta toda a esfera natural. Todos os eventos universais estarão em torno da vinda do Redentor:"que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade." (Isaías 46:10). 


A seguir podemos percorrer as folhas do registro dos povos onde se dá o desdobramento da maldita opção feita pelo nosso pai Adão e em paralelo a bendita esperança do Redentor.



Passado de geração a geração nas noites escuras e frias das cercanias do Éden, chegou a ser contemplado por Jó, foi antecipado por Abrão na oferta de seu filho, cantado nos salmos do rei Davi, Moisés andou errante na certeza de encontrá-lo. E nos permitimos trazer o texto de Hebreus: "Pela fé, celebrou a Páscoa e o derramamento do sangue, para que o exterminador não tocasse nos primogênitos dos israelitas". Novamente estamos diante do derramento de sangue inocente para livrar o povo de Deus. Na esperança de fugir da escravidão lançaram-se sob o sangue do Cordeiro Pascal, o Redentor prometido.



E nos permitimos novamente em trazer o texto de Hebreus: "Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra. Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa". Homens se santificaram diante da promessa da vinda do nosso Redentor.



Estes aspectos são suficientes para provar que estamos sob um grande plano, um plano imenso da redenção de nossas vidas? Isto comprova a existência de um plano que arregimenta todas as criaturas e os eventos, assim constrói a história humana? Tal resposta nos interessa sobremaneira. Sim, há um plano, ninguém pode fugir desta evidência, sem pagar um preço altíssimo. A vida do acaso não faz parte do mundo regido pelo Soberano, mas sim, a resposta rebelde, produto de mentes ímpias, uma maneira louca e inútil de esquivar-se da justiça de Deus. Não há fugas.



Ao aportarmos no livro João lemos a exultação de João, o batista, ao encontrar o Cristo de Deus: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" (João 1:29). Esta monumental parábola da vida está posta diante de nossos olhos. O Cordeiro Pascal, Jesus Cristo, viria para o mundo além das fronteiras judaicas, para derramar seu sangue para salvar pecadores. Um impensável plano redentor. Chegaria até aqui, em nossa floresta, chegaria às metrópoles, aos desertos, às montanhas, às geleiras e chegaria aos confins da terra.



Sim, há um plano, nele o Senhor Deus derrama o sangue inocente de seu próprio Filho em favor de rebeldes, de seus inimigos, duros inimigos. Daqueles que não aceitam plano algum, pois, julgam-se senhores de si mesmos. Mas nosso Deus os chama para estarem com Ele, para cantarem louvores eternos nos céus, para contemplarem sua maravilhosa face.
Sim, há um plano bendito para todo aquele que, de coração disposto, render-se braços ternos e poderosos do Senhor.



Ou para desgraça eterna, alguém pensar que o acaso é senhor de seus passos.



Conforme nossa oração, que a segurança celeste tome de assalto nossos corações e mentes e que saibamos que há um plano com nosso Deus absoluto e santo em seu controle. E o desfecho final será no céu com a multidão dos santos entoando louvores ao Altíssimo.

A Ele honra, louvor e glória de eternidade a eternidade

domingo, 1 de maio de 2011

David Wilkerson morre em um acidente de carro





Última devocional de David Wilkerson postada no site de seu ministério, hoje, 27 de abril, quando o Senhor levou esse servo para si, falecido num acidente de carro.

Mas como ele mesmo escreveu nessa devocional: "Verás que tudo era parte de meu plano. Não foi um acidente"

O Senhor seja louvado!

O Rev. David Wilkerson, 79 anos, fundador da Times Square Church, faleceu nesta quarta-feira em um acidente de carro numa rodovia do Texas. Ficou bastante conhecido no Brasil através de seu livro "A Cruz e o Punhal", bem como pelo video publicado no youtube onde ele denuncia os desvios doutrinários chorando em um sermão (veja abaixo).



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Coelhinho da Páscoa o que trazes pra mim? - NADA!


         O maior motivo de comemoração para os cristãos é o dia em que seus pecados foram perdoados, o dia em que o homem foi comprado por um preço muito alto e esse preço foi a vida do próprio filho de Deus, que morreu para que todos pudessem ter vida eterna através dEle. Ele morreu, mas também ressuscitou, e esse é o nosso maior motivo de orgulho.
         A Páscoa, o feriado onde todos nós deveríamos celebrar com júbilo e regozijo a Graça do Senhor Jesus, tem perdido o sentido ao longo dos anos. Fiquei muito triste quando um dia, ao conversar com uma criancinha de 8 anos, ao perguntá-la qual era o sentido da Páscoa ela ter me dito que era o dia em que deveríamos ficar esperando o "coelhinho da páscoa" para comer os "ovos de páscoa". Aquilo atingiu o meu peito como uma flecha, pois desde muito pequena ela sempre freqüentou a Escola Bíblica Dominical e ficou muito surpresa quando eu lhe disse o que era realmente a Páscoa, então resolvi continuar a pesquisar, vi que apenas 2 em 10 crianças, filhas de Evangélicos, sabem qual é o verdadeiro sentido da Páscoa, mas de quem é o erro? De nós mesmos.
         Quem nunca deu um "ovo de páscoa" para o seu filho? Ou ainda, que nunca fez seu filho no domingo de Páscoa acordar bem cedo para procurar os ovinhos que o coelhinho deixou???
         Como? O coelho nem ao mesmo coloca ovos! Nas escolas, as professoras fazem uma festinha explicando o sentido da Páscoa, dizendo que é por causa de Jesus que nós a comemoramos ou vestem as crianças de coellhinho e distribuem ovos de chocolate? O ensinamento que deveria ser dado na Páscoa é dado no Natal, ou melhor, na farsa do Natal (Leia "A Pura Verdade Sobre O Natal"). Outro meio que serve para massificar a idéia do "coelhinho da Páscoa" na mente das crianças é a TV, as propagandas que falam sobre os ovos de páscoa e usam a imagem de um coelhinho "fabricando os ovos".
         Muitas outras coisas ainda ajudam a esconder a maravilhosa verdade sobre a Páscoa das crianças: Outdoors, Cartazes, encartes nos jornais de domingo etc.
         Leia com atenção o texto abaixo da The Grolier Multimedia Encyclopedia 1997, que fala sobre a Páscoa:
"De acordo com The Venerable Bede, o nome da Páscoa (em inglês Easter) é derivado do festival pagão da primavera, da deusa anglo-saxã Eostre, e muitos costumes folclóricos associados com a páscoa (por exemplo, ovos de páscoa), são de origem pagã.
O dia de Páscoa é atualmente determinado pelo primeiro domingo após a lua cheia em/ou após 21 de março. As Igrejas Ortodoxas Orientais, contudo, preferem seguir o Juliano ao Calendário Gregoriano, então sua celebração cai normalmente algumas semanas depois da Páscoa Ocidental. A Páscoa é precedida pelo período de preparação chamado de Quaresma." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Trexo traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade).

        Em que caminho estamos educando as nossas crianças? No cristianismo ou no paganismo? Estamos cumprindo a palavra de Deus? Veja o que ela diz:
"Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças." (Colossenses 2:6-7)

" Porque, desde a infância sabes as sagradas letras, que podem necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido." (Hebreus 5:12)

"O qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (colossenses 1:28)

        Devemos prestar mais atenção em pequenos detalhes que podem se transformar em uma bola de neve no futuro, afetando na vida espiritual e devocional de nossos filhos. Pense Nisso.

Autor: Anônimo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Assembleia de Deus, 100 anos: caminhos e descaminhos para o pós-centenário (um estudo)

Boa noite leitores. Gostaria de deixar uma reflexão de "Alan Brizotti" que me chamou muita atenção!


No jargão do futebol, quando um time completa cem anos, comemora-se o chamado “centenário”. Contudo, o que as torcidas rivais mais gostam é quando o time em questão, em pleno ano do centenário, não consegue nenhum título. Esses torcedores rivais passam então a usar um neologismo: “cente-nada!” A Assembleia de Deus está numa encruzilhada histórica: sua escolha definirá sua sobrevivência: centenário ou “cente-nada”?


Os descaminhos estão cada vez mais perigosos:

Descaminhos são atalhos da fé. A ideia perigosa de que caminhos mais curtos são sinais das bênçãos de um facilitador divino.
Descaminhos são espécies de tendências do mal: opções pelas rotas da facilidade, que permitem o “abraço de urso” na antiética duvidosa do “jeitinho”.Descaminhos são opções dos que perderam o senso de que sem raízes profundas os frutos (se vierem) serão condenados à irrelevância.
Descaminhos são síndromes de Geazi: gente que, em nome das riquezas, engana e mente, esquecendo-se que Deus julga motivações do coração.

Quais são os principais descaminhos que a Assembleia de Deus deve evitar no perigoso pós-centenário?

I. A perda da identidade: o descaminho da demonização (Lc. 8. 30, 38, 39)
Uma coisa tem me preocupado sobremaneira como assembleiano: a Assembleia de Deus tem se transformado numa assembleia de deuses.
A enfermidade dos títulos, a paranoia das honras, tem assaltado corações. A ditadura da hereditariedade tem engessado alguns campos eclesiásticos, e a tendência é essa quimera crescer...
No texto de Lucas 8, há duas poderosas lições:

a) No versículo 30, Jesus pergunta o nome dos demônios que possuíam o Gadareno, contudo, não respondem com um nome, mas com uma função: legião, um destacamento do exército romano. Uma vocação militar. Um serviço.
Rubem Alves desenvolve uma ideia muito interessante: o diabo odeia o próprio nome. Na cultura judaica, o nome evoca as essências, os começos. Para o diabo, pensar em seu próprio nome é relembrar suas origens e consequente queda, portanto, ele odeia o nome. Por isso não responde com um nome, mas com uma função! Esconde-se atrás dos títulos. Na Bíblia, seu nome é sempre dito por terceiros, nunca por ele mesmo. Essa lição sinaliza um grave perigo: o de nos escondermos atrás de vocações. Se minha credencial valer mais do que minha identidade, abro um processo de demonização às vezes irreversível!
b) Nos versículos 38 e 39, o Gadareno, já liberto, implora a Jesus que o deixe segui-lo. Jesus recusa-se terminantemente. Jesus estava libertando-o completamente. É como se Jesus dissesse: “Não vou possuí-lo. Não vou trocar de lugar com os demônios. Vou libertá-lo para a intimidade dos seus”. A grande lição aqui é a que precisa ser redescoberta com urgência: não possuímos ninguém. O pastor não possui as ovelhas, ele as protege!

II. A tentação da mistura: o descaminho das contradições (Mc. 10. 17-23)

A Assembleia de Deus – aos cem anos – resolveu imitar o adolescente movimento neopentecostal. Estamos abraçando mediocridades: atos “proféticos”, quando deveríamos abraçar Atos dos apóstolos! Cantando mantrazinhos gospel de quinta categoria, quando temos em nossa história “os mais belos hinos e poesias” escritos na senda da “rude cruz”. Percebo uma Assembleia de Deus semelhante a um velho cansado encantado com o brinquedo tecnológico do neto.
O texto de Marcos 10, o “jovem rico", aponta para o perigoso descaminho da mistura: ele vai até Jesus com uma teologia pronta. Costumo brincar dizendo que o jovem rico era neopentecostal: religião demais, piedade de menos! “Bom Mestre”: a opção enganosa de seguir a Jesus pelos motivos errados: mestre ao invés de Senhor!
Esse jovem chegou até Jesus carregado de teologia pronta, e saiu de perto de Jesus com o peso de suas riquezas. A palavra aramaica para “riquezas” é Mamóm, que vem da mesma raiz da palavra amém! O dinheiro tem dito o “amém” na vida de muita gente nessa centenária igreja.

III. A doença do sucesso: o descaminho da falsa glória (Dn. 4. 29-34)

O sucesso é a droga mais consumida do século XXI. É o elixir dos delírios que faz brilhar os olhos dos pregadores adeptos da homilética do bombardeio. Sua composição básica é feita com as toxinas que inflam o ego. A Assembleia de Deus, que antes era a igreja do povo simples, está cada dia que passa, transformando-se numa igreja do sucesso, numa vitrine eclesiástica das celebridades instantâneas.
É a síndrome de Nabucodonosor, do texto de Daniel 4: a falsa glória. O excelso que desrespeita o efêmero. Quando a criação passa a ser adorada ao invés do Criador alimenta-se de doses monstruosas de falsa glória, entrando no caminho sem volta da overdose de glamour, caindo na tentação de viver num mundo sem Deus e numa igreja sem dono.
A Assembleia de Deus tem muito o que celebrar, mas tem muito mais a refletir. Afinal, os próximos cem anos, se o Senhor assim permitir, estão só começando. Como diz o slogan das comemorações: “pelos séculos dos séculos”.

Texto baseado na mensagem que preguei no simpósio de dirigentes da Assembleia de Deus, campo de Campinas.

Até mais...

Alan Brizotti
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...