sábado, 31 de julho de 2010

Na contra mão da fé e um final trágico



Estou terminando de ler o livro: Cristianismo em crise. E gostaria de postar aqui no meu blog uma historia que se encontra no mesmo; pessoas que perdem a direção da fé verdadeira e entram por um caminho tenebroso sem rumo e nem direção divina. Infelizmente é uma historia que se repete sempre! Leiam a historia de Larry e Lucky, que foram totalmente enganados, por um vendedor de ilusões:


Essa narrativa se encontra completa, no seguinte livro: We Let Our Son Die( nos deixamos nosso filho morrer) conta os trágicos detalhes duma mal orientada viagem da fé. Valendo-se detalhes sutis e dolorosos. Larry e sua esposa entraram em apuros quando suspenderam as aplicações de insulina no filho diabético.Conforme era de se imaginar, Wesley entrou em estado de coma.
Os Parkers, advertidos de quão impróprio era ceder a uma " confissão negativa" , continuaram a fazer uma " confissão positiva" da cura de Wesley, até a hora de sua morte. E mesmo depois da morte do garoto, os Parkers não desanimando em sua " fé ", efetuaram um culto de ressureição, em vez do serviço fúnebre exigido pela ocasião. De fato, por quase um ano após a fatídica morte, eles se recusaram a abandonar  a sua suposta fé - apegando com todas as forças -, achando que Wesley a semelhança de Jesus, haveria de ressucitar dos mortos. Finalmente, tanto Larry quanto Lucky foram levados a julgamento e condenados por homicidio e abusos contra uma criança.
Uma historia triste? O mais triste que essa historia é uma entre bilhares de historias, que poderiam ser contadas com a mesma carga de sofrimento.

Em cada caso desses a moral é a mesma: " Um conceito distorcido de fé sempre leva a um naufrágio e à morte - algumas vezes no sentido espiritual, outras no físico e ainda em outros".

Que Deus nós ajude a percorrer o caminho dá fé em Cristo, perseverando até o fim!

Que Deus não nos permita calar ...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Onde está a bíblia ?





Onde está a Bíblia?

Não é onde está uma boa religião ou um bom pastor, ou um bom grupo de louvor, ou um bom músico.

Onde está a Bíblia?

Ela está em muitas religiões e até em muitos terreiros, mas não é praticada, as vezes é lida, estudada, mas pouco exercitada.

Para muitos ela é apenas um meio de marketing para atrair pessoas, bons fluídos, boas companhias, boas coletas, bons depósitos, boa audiência para o camelódromo imaginario de cds, livros com fórmulas milagrosas de bem viver.... O que vemos não é o que a Bíblia diz.

Observamos é uma exibicionice esvairada de poder para curar, desmantelar, tirar encostos, mandar embora diabo, pisá-lo.......

Onde está a Bíblia? Os pisadores de sal grosso não apenas destorcem a Palavra como também pisam-na. Muitos estão passando debaixo do portal da benção mas longe de estarem debaixo da autoridade da Palavra.

Onde está a Bíblia?

Para muitos ela é usada para manipular pessoas que são vistas apenas como números pagantes de um show, manipulados como marionetes, pessoas essas que são enganadas por manipuladores da Bíblia apenas para intimidá-los com maldições hereditárias e invencionices de maldições, pessoas essas que são manipuladas sob autoridades inventadas, autoridades delegadas por um título falsificado, imposto, um título conferido por carteirinha, um título que nunca vem de Deus e sim de homens inescrupulosos que deveriam usar a Bíblia como a Palavra de Deus, como único meio de se conhecer a Deus por meio de Jesus Cristo sob a pregação do genuíno Evangelho, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.

Onde está a Bíblia?

Empoeirada nas igrejas, nos púlpitos que outrora foram feitos para que a Palavra estivesse acima de tudo, esses mesmos púlpitos foram assaltados pelos palcos onde a estrela é um títere de satanás, inimigo mor da Palavra.

Onde está a Bíblia?

Em um mundo onde as pessoas dizem amar a Deus, mas aborrecem sua Palavra; em um mundo onde quem deveria ser conhecedor dela, a desconhece; um mundo onde se espera que pelo menos aqueles que se denominam pastores(as), bispos(as), apóstolos(as) a conheçam, praticando-a e ensinando-a.

Onde está a Bíblia?

Em um mundo onde os pregadores fazem de conta que pregam e o povo faz de conta que é edificado. E pregadores e povo saem enganados.

Onde está a Bíblia?

Vemos a cada dia um crescimento numérico de “gospels” analfabetos de Bíblia. Sabem de tudo: sabem como cantar, como dançar, como pular, como sair do chão e levantar as mãos como se fossem para brisas de carro.  O fato é que esse número vem crescendo a cada dia sob várias fórmulas e mecanismos, MENOS A BÍBLICA:

ARREPENDEI-VOS E CONVERTEI-VOS.


Pergunto novamente:

ONDE ESTÁ A BÍBLIA?

Procure saber onde está a Bíblia em tua vida, em tua casa, em tua igreja?

No lugar em que voce congrega pergunte, quem a ministra tem vida?

Tem autoridade do céu?

Ou está debaixo de uma autoridade conferida por uma carteirinha da net?

Ou por uma autoridade conferida a um maluco por um grupo de descontentes que dentre eles fazem um 'mestre'?

Querem dominar tudo, mas infelizmente, não dominam nem a si próprios e menos ainda a Palavra de Deus.

Onde está a Bíblia?

Para honra e glória do Nome de Jesus ela ainda está em muitas vidas de homens e mulheres que sinceramente sofrem pela Palavra, se afadigam por ela. Ela ainda está em muitos lugares de estudos, de pessoas ávidas pelo conhecimento, onde ainda acontecem reuniões de estudos bíblicos e de orações, e o crescimento espiritual dessas vidas se faz notório.

Onde está tua Bíblia?


Onde está a Bíblia em tua denominação?

Que lugar ela ocupa?

Quanto tempo ocupa?

Se em tua denominação ela não tem a primazia, não é a regra de fé e prática, aconselho-te:
“saia daí antes que te levem no curso cego desse mundo mesquinho onde a moda é brincar de igreja brincar de dominar, de determinar, de fazer apenas coreografias malabarísticas para prenderem a atenção de crianças espirituais enquanto a cada dia se distanciam de Deus”.

"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" - Salmos 119:97

2 Timóteo 4:3 “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;”

1 Timóteo 4:1 “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios,”

Judas 4 “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”

"Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!" - Salmos 119:97

Autor: Bereiano
Fonte: [ Blog Bereiano ]

terça-feira, 27 de julho de 2010

Owen Strachan – 5 Maneiras de Saber se Você é Realmente um Cristão



Jonathan Edwards procurou promover uma vibrante fé cristã ensinando as pessoas quais são as verdadeiras “marcas,” ou sinais da vida piedosa. Ele o fez não somente porque era muito esperto e gostava de categorizar as coisas, mas porque ele queria que os cristãos experimentassem a alegria do verdadeiro Cristianismo e então espalhassem aquela alegria para os outros. Resumindo, ele era um pastor missional antes do YouTube e do penteado de moicano.

1. Você ama a Jesus

Em seu texto de 1741 “Marcas Características de uma Verdadeira Obra do Espírito de Deus” (Distinguishing Marks of a True Work of the Spirit of God), Edwards listou um número de sinais negativos e positivos que diferenciavam uma verdadeira obra de Deus de uma falsa. Apesar de no texto Edwards ter-se concentrado em avivamentos de um modo geral, suas palavras se aplicam a indivíduos buscando discernir se conhecer ao Senhor ou não.

O primeiro destes sinais era uma “alta estima” por Jesus Cristo. O ponto deste primeiro sinal é que, quando o Espírito se move no coração de uma pessoa e o acorda para a fé e o arrependimento, sua visão de Jesus muda. O crente simbólico respeita a Jesus, mas não o reverencia ou exalta. O verdadeiro cristão se deleita em Jesus, um deleite que é frequentemente evidente e contagioso. Ao servimos em missão para Deus promovendo o evangelho, nós devíamos esperar ver uma “alta estima” por Jesus Cristo, o autor de nossa redenção.

2. Você odeia o pecado

O segundo sinal de uma “verdadeira obra” é um ódio crescente pelo pecado e a derrota de práticas pecaminosas.

Quando o espírito que está trabalhando opera contra o interesse do reino de Satanás, o qual se baseia em encorajar e estabelecer o pecado e agradar-se dos desejos mundanos dos homens; este é um claro sinal de que se trata de um verdadeiro, e não de um falso espírito… Para que possamos seguramente determinar, a partir do que diz o apóstolo, que o espírito que está operando no meio de um povo… e o convence do horror do pecado, a culpa que ele traz e a tristeza à qual ele expõe: Eu digo que o espírito que opera desta maneira, só pode ser o Espírito de Deus (Works 4, 250-51)

Neste ponto, como nos outros, é tanto profundo quanto simples. Um dos claros sinais de uma obra de Deus é o ódio crescente pelo pecado. Nossos olhos são abertos de repente para ver o horror da condição de alguém. Onde antes alguém identificava fraqueza e falhas, mas sempre tinha desculpas na ponta da língua para cobrir estas deformidades pessoais, agora o Espírito mostra ao pecador o quão desprezível e mal ele é.

3. Você ama a Palavra de Deus

O terceiro sinal de uma “verdadeira obra” é o amor pela Bíblia. Edwards ligou este amor pela Escritora não simplesmente por apreciação literária de seu conteúdo, mas a uma fome e uma sede pela Palavra de Deus dadas pelo Espírito.

Este espírito que opera de tal maneira de forma a causar nos homens um respeito maior pela Sagrada Escritura, e os edifica mais em sua verdade e divindade, é certamente o Espírito de Deus… o Diabo nunca cuidaria de produzir nas pessoas um respeito pela Palavra divina, a qual Deus conferiu para ser a grande e permanente regra para a direção de sua igreja em todos os assuntos religiosos e preocupações de suas almas, em todas as épocas. (Works 4,250)

Muitas pessoas respeitam a Bíblia. Ela é conhecida como um “livro sagrado,” um texto sagrado. Mas poucas pessoas a veem como a tangível palavra de Deus que o próprio Deus “apontou e inspirou para entregar à sua igreja sua regra de fé e prática” como “a grande e permanente regra para a direção de sua igreja.” Onde o coração de uma pessoa arde de amor e santo “respeito” pelas Escrituras, o Espírito trabalhou.

4. Você ama a verdade

O quarto sinal que marcava a presença de uma “verdadeira obra” era um elevado amor pela verdade e pelas coisas de Deus.

Uma consciência e uma reação à verdade divina era um claro sinal de que o Senhor havia movido em corações humanos. Então onde as pessoas passaram a ver “que há um Deus” e que ele é “grande” e “odeia o pecado,” e que eles próprios têm “almas imortais” e “devem dar conta de si mesmos a Deus,” o Espírito estava operando a verdadeira conversão.

Edwards com razão notou que o Espírito não leva os crentes ao erro. Portanto, quando ouvimos notícias de conversão, quer seja em massa ou individual, nós precisamos ouvir repercussões da verdade no testemunho do convertido. Ele ama mais a verdade? Ele ama mais a Deus? Ele se compromete com a sã doutrina e arraiga sua fé nela? Cristãos missionais buscam odiar o pecado e levar outros a fazer o mesmo.

5. Você ama os crentes

O último sinal positivo na taxonomia de Edwards da “verdadeira obra” do Espírito, era o amor de alguém pelos companheiros cristãos.

Muitas pessoas que professam a Cristo perdem o chão neste ponto final. Eles podem até gostar dos comembros da igreja e contribuir de alguma forma para seu bem-estar, mas não foram cheios pelo Senhor com um santo amor por seus companheiros cristãos, e assim eles não os servem. A verdadeira conversão irá fazer com que casais estáveis cerquem jovens cristãos famintos de discipulado. Levará cristãos a dar generosamente a missionários e companheiros crentes (veja 2Coríntios 8). Irá fazer com que os crentes mais antigos passem tempo mentorando os mais jovens (veja Tito 2).

No final, a forma de cuidar de irmãos diz mais respeito ao nosso testemunho de conversão e nosso entendimento da missão do evangelho do que possamos inicialmente pensar. Verdadeiros cristãos distribuem amor aos seus irmãos como resposta à graça de Jesus.

(Adaptado do Capítulo Três de Jonathan Edwards em Verdadeiro Cristianismo [True Christianity], da Coleção Essencial de Edwards [The Essential Edwards Collection]).

Pergunta: Qual destas “marcas” do verdadeiro Cristianismo mais sobressaem em você? Qual delas você precisa cultivar ao viver uma vida missional como Edwards fez? Comente e nos conte.


Website: theresurgence.com
Tradução:
 voltemosaoevangelho.com


domingo, 25 de julho de 2010

Esse cristão incrivel



O Cristão crê que morreu em Cristo, porém está mais vivo que antes e alimenta a esperança de viver plenamente para sempre.Caminha na terra enquanto está assentado no céu e, mesmo tendo nascido na terra, vê que, depois da sua conversão, não se sente em casa aqui. Como o falcão da noite, que nos ares é cheio de graça e beleza, mas no chão é desajeitado e feio,vê-se o cristão em sua melhor forma nos lugares celestiais,mas não se adapta bem aos modos da própria sociedade em que nasceu.O Cristão logo vem a compreender que, para ser vitorioso como filho do céu entre os homens da terra, terá de seguir, não padrão comum da humanidade, mas o contrário. Para ter segurança, ele se arrisca; perde a vida para salvá-la, corre perigo de perdê-la, se procura preservá-la. Ele desce para subir. Se se recusa a descer, já está em baixo, mas quando começa a descer, está subindo.É mais forte quando está mais fraco, e mais fraco quando está forte. Embora pobre, tem o poder de enriquecer a outros, mas quando fica rico, desaparece a sua capacidade de enriquecer outros. Possui mais quando distribui mais, e possui menos quando retém mais.Ele pode ser superior, e muitas vezes o é, quando se sente inferior, e mais sem pecado quando tem maior consciência do pecado. É mais sábio quando sabe que não sabe, e sabe menos quando adquire a maior soma de conhecimento. Ás vezes faz mais, quando não faz nada, e vai mais longe quando fica parado.Na oração ele consegue a fonte de alegria, e mantém o coração alegre mesmo na tristeza."




A.W. Tozer

O pior cego é aquele que não quer enxergar

Peço a todos que leiam e meditem.

O pior cego é aquele que não possui um meio para enxergar...

Desde a época em que converti percebo no meio cristão uma forte e quase indestrutível tendência de sempre se caminhar em extremos religiosos. Esses extremos, por sua vez, em nada contribuem para a dissipação das trevas no meio da Igreja, somente dão uma nova forma ainda mais camuflada ao engano. Na maioria das vezes quando combatemos duramente alguma forma de heresia em nosso meio acabamos nos tornando tão piores quanto àqueles que as dizem. E isso geralmente ocorre no campo do Conhecimento Espiritual X Conhecimento Teológico e Racional. Mesmo que aparentemente estejam opostos, ou pelo menos assim os crentes fazem parecer, o mais simples expectador pode perceber que não há necessidade de se reconciliar esses dois amigos de longa data.

Os movimentos carismáticos como o Montanismo, o Pentecostalismo e o Neo-pentecostalismo supervalorizaram as emoções e a subjetividade, ao mesmo tempo que outros, em seu combate, baniram totalmente os sentimentos e a experiência pessoal tornando-se tão “sábios” e racionais quanto os incrédulos.

Uns se esqueceram da objetividade da Palavra e outros do objetivo do Espírito.

Não bastasse esses conflitos, agora percebo mais do que nunca uma certa revolta contra a própria Teologia. Isso não é nenhuma novidade, já que há muito tempo essa idéia já vem sendo nutrida em nosso meio. Mas o que me deixou um pouco espantado foi o fato de que alguns de vocês que acompanham e curtem os conteúdos postados nesse blog, ou no site da Geração Benjamim, sejam simpatizantes e até mesmo praticantes dessas idéias. Que Deus nos ajude! Como é monstruoso o fato de que uma pessoa que só creu em Jesus Cristo por causa da Teologia, que em significado bem simples é o estudo de como percebemos Deus e aprendemos sobre Sua Pessoa, propósitos e atributos; pode se virar de forma tão radical e começar a julgar a Bíblia, ao invés de humildemente se permitir ser julgada por ela!

Quero compartilhar com vocês um texto de A. W. Tozer:

Não Existe Substituto para a Teologia

Por sermos o que somos e pelo fato de tudo o mais ser o que é, o estudo mais importante e proveitoso que qualquer um de nós pode fazer é, sem dúvida, o da teologia.

A teologia provavelmente recebe menos atenção do que qualquer outro assunto, mas isso nada diz sobre sua importância ou falta dela. Esse fato indica porém que os homens continuam ocultando-se da presença de Deus entre as árvores do jardim e sentem-se terrivelmente constrangidos quando o assunto de sua relação com Ele é mencionado. Eles sentem sua profunda alienação de Deus e só conseguem viver em paz consigo mesmos quando se esquecem de que não estão reconciliados com Deus.

Se não houvesse Deus as coisas seriam muito diferentes para nós. Se não houvesse alguém a quem devêssemos finalmente prestar contas, pelo menos um grande peso aliviaria nossa mente. Precisaríamos viver apenas dentro da lei, o que não é tão difícil na maioria dos países, e nada haveria a temer. Mas se Deus criou de fato a Terra e colocou nela o homem numa condição de experiência moral, pesa então sobre nós a responsabilidade de aprender a vontade de Deus e pô-la em prática.

Pareceu-me sempre inconsistente que o existencialismo negasse a existência de Deus e a seguir fizesse uso da linguagem do teísmo a fim de persuadir os homens a viverem retamente. O escritor francês, Jean-Paul Sartre, por exemplo, declara francamente que representa o existencialismo ateu. “Se Deus não existe”, diz ele, ”não encontramos valores ou mandamentos a que nos ater para dar autenticidade à nossa conduta. Assim sendo, na escala brilhante de valores não temos desculpas em que nos apoiar nem justificativa à nossa frente. Estamos sós, sem qualquer desculpa.” Todavia, no parágrafo seguinte ele afirma secamente: “O homem é responsável pela sua paixão”, e logo após, ”O covarde é responsável pela sua covardice.” Essas considerações, diz ele, enchem o existencialismo de “angústia, desolação e desespero”.

Em minha opinião, um raciocínio desse tipo deve assumir a verdade de tudo que buscar negar. Se não houvesse Deus não haveria o termo “responsável”. Nenhum criminoso precisa temer um juiz que não existe; nem precisaria preocupar-se em infringir uma lei que não tivesse sido imposta. O conhecimento de que a lei e o juiz de fato existem é que leva o medo ao coração do infrator. Existe alguém a quem devo prestar contas; de outra forma o conceito de responsabilidade não teria significado.

Em vista de Deus existir e em virtude de o homem ter sido feito à sua imagem, devendo prestar contas a Ele, é que a teologia se torna crucialmente importante. Só a revelação cristã possui a resposta às perguntas não respondidas sobre Deus e o destina da humanidade. Permitir que essas respostas cheias de autoridade fiquem negligenciadas enquanto buscamos respostas em toda parte e não encontramos nenhuma, parece-me nada menos que loucura.

Motorista algum seria perdoado se deixasse de consultar seu mapa rodoviário e tentasse descobrir o caminho certo através dos campos, procurando musgo nos troncos, observando o vôo das abelhas silvestres ou o movimento dos corpos celestiais. Se não houvesse mapas, o indivíduo poderia descobrir o caminho pelas estrelas, mas para o viajante que quer chegar depressa em casa as estrelas seriam um fraco substituto do mapa.

Os gregos navegaram muito sem o auxilio de cartas geográficas; mas os hebreus possuíam o mapa e não tiveram a necessidade da filosofia humana. Como alguém que conhece relativamente bem o pensamento grego, acredito que qualquer dos eloqüentes capítulos Isaías ou os Salmos inspirados de Davi, contem mais ajuda real para a humanidade do que toda a produção das mais elevadas mentes gregas durante os séculos de sua glória.

A negligência atual das Escrituras inspiradas por parte do homem civilizado é uma vergonha e um escândalo; pois essas mesmas Escrituras lhe dizem tudo o que ele quer saber ou deveria saber, sobre Deus, sua própria alma e destino humano. É irônico que os homem gastem vastas somas de dinheiro e tempo num esforço para descobrir os segredos de seu passado, quando futuro é tudo que deveria realmente importar-lhes.

Homem algum é responsável pelos seus ancestrais; o único passado do qual deve dar contas é aquele relativamente curto que viveu aqui na terra. Aprender como posso escapar da culpa dos pecados cometidos em meu breve ontem, como posso viver livre do pecado hoje e entrar finalmente na presença abençoada de Deus num feliz amanhã - isso é mais importante para mim do que qualquer coisa que possa ser descoberta pelo antropólogo. Parece-me uma estranha perversão de interesses fitar demoradamente o passado, o pó, quando estamos equipados para fixar os olhos no alto, na glória.

Tudo o que me impeça de chegar à Bíblia é meu inimigo por mais inofensivo que pareça. Tudo que prenda minha atenção quando deveria estar meditando sobre Deus e as coisas eternas prejudica minha alma. Se os cuidados da vida apagaram de minha mente as Escrituras, estarei sofrendo uma perda irreparável. Se eu aceitar qualquer outra coisa além das Escrituras estarei sendo enganado e roubado, resultando em eterna confusão.

O segredo da vida é teológico e a chave para o céu também. Aprendemos com dificuldade, esquecemos facilmente e sofremos muitas distrações. Devemos portanto, decidir com firmeza estudar teologia. Devemos pregá-la do púlpito, cantá-la em nossos hinos, ensiná-la aos filhos e fazer dela tema de conversa quando nos reunimos com os amigos cristãos.

Este blog, Crescendo e Compreendendo, não tem por objetivo somente apontar os erros da igreja, nem fazer deles motivo de nosso divertimento perverso. Mas sim apontar as soluções bíblicas e práticas, além de mostrar que existe sim vida Após-Igreja Evangélica Atual, da mesma maneira que existe após a morte. Em ambas as ocasiões, devemos estar com temor e tremor como se estivéssemos diante de Deus, pois sabemos que se Deus não nos restringisse na realização desenfreada de nossos desejos, seriamos como demônios encarnados. Que estejamos Crescendo e Compreendendo e Compreendendo e Crescendo.

Sim, eu creio que por mais que conversemos e desejemos manter a paz com todos os nossos irmãos, a conversa e a omissão, em favor de não sermos responsabilizados pelo peso da palavra de Deus que sai dos nossos lábios e trazem a luz os pecados escondidos no coração de todos os homens, nunca terão o poder de unir a Luz às Trevas.

“A verdade é que a Bíblia não ensina que haverá nova luz e avançadas experiências espirituais nos últimos dias; ela ensina exatamente o oposto. Nada, em Daniel ou nas epístolas do Novo Testamento, pode ser usado como subterfúgio para advogar a idéia de que nós, do fim da era cristã, teremos alguma luz que não era conhecida em seu início. Cuidado com qualquer pessoa que se apresente como mais sábia que os apóstolos ou mais santo que os mártires da igreja primitiva!”


“A INCREDULIDADE CEGA CERTAMENTE ERRARÁ
E JULGARÁ COMO INÚTIL A SUA OBRA;
DEUS É O SEU PRÓPRIO INTÉRPRETE
E CERTAMENTE A ESCLARECERÁ.” William Cowper


Que Deus não nos permita calar!


Autor: João Vitor
Fonte: [ Crescendo e compreendendo ]

sábado, 24 de julho de 2010

Culto racional ou culto irracional?





“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1)



O termo ‘racional’ remete a raciocínio. Parece bastante óbvio. Assim como também, por associação, se entende que somente os seres humanos podem apresentar tal culto, visto que somente eles possuem raciocínio. Os anjos também possuem raciocínio, porém, por natureza não possuem corpo, visto que são espíritos (Hebreus 1:14). Paulo está falando aqui exclusivamente à igreja.

O vocábulo correspondente na versão original o grego “logikên latreian”, ou seja, ‘culto racional’, também pode ser entendido, sem prejuízo, como ‘culto lógico’. De fato, há lógica na racionalidade e vice-versa. Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos.

O que Paulo está querendo dizer à igreja de Cristo?

Por suas colocações vemos que há uma preocupação do apóstolo em mostrar aos irmãos a necessidade de que se realmente entenda a natureza de tudo isso, no caso, a igreja.

Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? São questionamento que todos os crentes deveriam se fazer até que encontrassem respostas racionais para todos eles.

O contrário de culto racional é culto irracional. Ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40) . É impossível que haja qualquer um dos dois componentes pedidos sem que se entenda a natureza de cada um. E é preciso racionalidade para que isso aconteça. Por isso Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes de nosso ato e de nossa missão de adoradores.

O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar. Até na salvação haverá ordem (I Coríntios 15:23).

Esse é o padrão que deve ser perseguido pela igreja de Cristo. Deus se agrada de uma obra organizada.

Em dias atuais podemos identificar como grande adversário desse padrão, o excesso de emocionalismo que tem se alastrado no meio cristão. A busca incessante pelo êxtase e pela experiência sobrenatural extrabíblica, a incorporação de ‘anexos’ doutrinários à Palavra de Deus, como se esta não fosse suficiente e os modismos importados recheados de técnicas mirabolantes de quebra de maldições e encontros obscuros são os componentes deste fim de séc. XX e início de séc. XXI. O que não é uma surpresa, Paulo já alertava que essas coisas fatalmente aconteceriam (I Timóteo 4:1).

Nesse caldeirão doutrinário sem consistência – já que não se sustentam biblicamente – as pessoas estão se dirigindo às igrejas sem saber exatamente o que vão fazer por sua espiritualidade. Vão dançar, cantar, aplaudir, gritar, enfim, sem entrar no mérito dessas questões, quase sempre falta o elemento principal: a Palavra de Deus. Entram e saem alegres e exaustas. O problema é: entenderam a mensagem? A palavra que foi pregada edificou suas vidas? Deus falou com elas através de seu evangelho? Se à maioria dessas perguntas as respostas forem algo como “acho que sim”, algo está fora do lugar.

Cultos de estudo são sempre vistos como ‘enfadonhos’ e ‘entendiantes’. Já pensou, passar quase uma hora apenas consultando referências na Bíblia? Que chato, não? Agora observe Neemias 8:3 “E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.” Estudo bíblico das seis da manhã até o meio-dia. Após isso, inclinaram-se, e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Que lindo, não?

Uma proposta dessas nos dias de hoje seria impensável. Mas se o trabalho for uma celebração com um nome da moda, aí somente um dia inteiro é pouco.

A questão é que não há culto racional sem o entendimento da Palavra. Os ‘avivalistas’ de plantão trocam a bíblia por apostilas preparadas especialmente para direcionar as pessoas para a conclusão que lhes interessa. Seguem o exemplo das testemunhas de Jeová. Alguém já viu um deles evangelizando com uma bíblia em punho? Não, só vão às ruas com exemplares de ‘sentinela’ e ‘despertai’ ou, quando muito, com seus livretos particulares.

Por isso Paulo fala em ‘sacrifício vivo’. Ou seja, sacrifício da vontade da carne para fazer a vontade de Deus. E isso requer dedicação à sua Palavra e não somente àquilo que dá prazer, como por exemplo, ir para um retiro. Requer decência e ordem. Compromisso e organização.



Autor: Missionário Neto Curvina


Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A igreja que eu sonho ver

Eu ainda anseio ver uma igreja ortodoxa e piedosa. Uma igreja que tenha palavra e poder, uma igreja que tenha doutrina e vida. Eu ainda anseio ver aqueles que conhecem a verdade sendo transformados por ela a ponto de se tornarem pessoas humildes e não arrogantes. Eu ainda anseio ver uma igreja cujas obras provem a sua fé e cuja fé honre ao seu Senhor. Eu ainda anseio ver uma igreja que pregue com fidelidade, ensine com autoridade e cante louvores a Deus com fervor. Eu anseio ver uma igreja onde Jesus tenha supremacia e as pessoas sejam verdadeiramente amadas.


Eu creio que meus olhos verão ainda essa realidade. A fé vê o invisível. Ela caminha no meio da escuridão das circunstâncias, guiada pela luz da verdade. Os olhos da fé não estão postos na improbabilidade da situação circundante, mas nas promessas fiéis daquele que não pode falhar. Mesmo que os horizontes sejam pardacentos, mesmo que as circunstâncias sejam desfavoráveis, mesmo que a oposição seja sem trégua, eu ainda anseio ver uma igreja onde a doutrina dará as mãos ao fervor, onde a ortodoxia se vestirá com a túnica da santidade, onde a reforma desembocará no reavivamento.

Estou cansado de ver o povo de Deus bandeando ora para um extremo ora para outro. Aqueles que são mais zelosos da doutrina, não raro são os mais apáticos no fervor. Aqueles que mais conhecem menos fazem. Aqueles que têm mais luz muitas vezes são os que têm menos calor. Aqueles que estadeiam sua cultura são os que menos refletem a doçura do Salvador. Ah! Eu ainda anseio ver uma igreja firmada na doutrina dos apóstolos, que ora e cante com entusiasmo. Uma igreja que tenha temor de Deus e alegria do Espírito. Uma igreja que tenha profunda comunhão interna e grande simpatia dos de fora.

Vejo com tristeza aqueles que tolamente abandonam a doutrina para buscar experiências arrebatadoras. Onde falta a semente da Palavra, não se vê o fruto da verdadeira piedade. Não é a experiência que conduz à verdade, mas esta deságua naquela. A vida decorre da doutrina e não esta daquela. Precisamos de uma igreja que seja ortodoxa sem deixar de ser prática. Os que se desviaram da Palavra em busca de experiências, precisam de uma nova reforma e os que se desviaram da piedade e ainda conservam sua ortodoxia precisam de reavivamento.

Eu ainda anseio ver uma igreja doutrinariamente fiel, mas que seja ao mesmo tempo amável e acolhedora aos que se aproximam. Uma igreja que ensine doutrina com zelo, mas que adore a Deus com fervor. Uma igreja que prega a verdade, mas vive em amor. Uma igreja onde a proclamação não está na contramão da comunhão.

Eu ainda anseio ver uma igreja que seja fonte para os sedentos, oásis para os cansados, refúgio para os aflitos, lugar de vida para os que cambaleiam na região da sombra da morte. Eu anseio ver uma igreja que viva para a glória de Deus, que honre o seu Salvador, que seja cheia do Espírito Santo, que adore a Deus com entusiasmo, que pregue sua Palavra com fidelidade e acolha as pessoas com efusiva alegria e redobrado amor. Que o meu e o seu anseio se tornem motivo das nossas orações até que vejamos cair sobre nós essa bendita chuva da restauração espiritual.

Ainda verei... Espero por esse dia... Hb 3.2 " Tenho ouvido as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva senhor a tua obra"
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